"Quanto mais feliz, mais breve é o tempo"
Plinio
sábado, novembro 17, 2007
sábado, outubro 13, 2007
Melancolia
Infelizes, abram seus corações,
Nas ruas derramem suas lágrimas.
Aqui estou, o Arauto da Noite,
O que canta as mazelas do sofrer.
Espalhem suas desilusões ao ar,
Deixe que eu as pegue e selecione,
Carinhosamente as recolho,
Enquanto os versos saem a voar.
Alma melancólica que fita
Das janelas, as estrelas frias,
Aquele de espírito saturnino
Admira cada um dos teus suspiros.
Nas asas das sombras
Notívago andarilho,
Coração sem pouso,
Espírito errante e perdido.
Se vindes a mim, igual a ti,
Posso oferecer vinho e mágoa,
Podemos até repartir,
Não sou de falar, mas de ouvir.
Meus poemas se vão vazios,
Quem os preenche são os que lêem,
Com um punhal atravessado
Complementam o que apenas organizei.
Nas ruas derramem suas lágrimas.
Aqui estou, o Arauto da Noite,
O que canta as mazelas do sofrer.
Espalhem suas desilusões ao ar,
Deixe que eu as pegue e selecione,
Carinhosamente as recolho,
Enquanto os versos saem a voar.
Alma melancólica que fita
Das janelas, as estrelas frias,
Aquele de espírito saturnino
Admira cada um dos teus suspiros.
Nas asas das sombras
Notívago andarilho,
Coração sem pouso,
Espírito errante e perdido.
Se vindes a mim, igual a ti,
Posso oferecer vinho e mágoa,
Podemos até repartir,
Não sou de falar, mas de ouvir.
Meus poemas se vão vazios,
Quem os preenche são os que lêem,
Com um punhal atravessado
Complementam o que apenas organizei.
Requiem aeternam
Vida que teima em queimar,
Chama perene que arde no sangue
Enquanto o Criador desejar,
No momento derradeiro, apagar,
Num único sopro, num sussurro:
-Volta para junto do Pai.
A morte não vem de túnica negra,
Nem carrega a temida foice.
Seu semblante pálido e fixo,
Sem expressar emoção alguma
Guia o Poeta e Trovador
Em seu último devaneio.
Na marcha dos desolados,
Que para trás deixam amores,
Amizades e família,
Sigo com sorriso nos lábios
Coração em júbilo descompassa.
Agora é a Eternidade etérea,
Sem mais dor e desilusão.
As mágoas já não existem
Exceto nas lembranças atormentadas
Que insisto em manter
Após o Abismo, após o não-ser.
Lux aeterna luceat eis, Domine, cum sanctis in aeternum, quia pius es.
Requiem aeternam dona eis, Domine, et lux perpetua luceat eis.
Chama perene que arde no sangue
Enquanto o Criador desejar,
No momento derradeiro, apagar,
Num único sopro, num sussurro:
-Volta para junto do Pai.
A morte não vem de túnica negra,
Nem carrega a temida foice.
Seu semblante pálido e fixo,
Sem expressar emoção alguma
Guia o Poeta e Trovador
Em seu último devaneio.
Na marcha dos desolados,
Que para trás deixam amores,
Amizades e família,
Sigo com sorriso nos lábios
Coração em júbilo descompassa.
Agora é a Eternidade etérea,
Sem mais dor e desilusão.
As mágoas já não existem
Exceto nas lembranças atormentadas
Que insisto em manter
Após o Abismo, após o não-ser.
Lux aeterna luceat eis, Domine, cum sanctis in aeternum, quia pius es.
Requiem aeternam dona eis, Domine, et lux perpetua luceat eis.
Anjo
Anjo que ilumina minhas noites,
Venha com os pingos de chuva,
Traga teus belos sorrisos,
Deixa-me ver teus cabelos dourados.
Esta distância e silêncio
Incomodam-me e trazem sombras,
Nesta saudade nascente
Que torna-se árvore frondosa.
É teu este jardim perfumado,
Com rosas, tulipas e jasmins.
Regado com versos e poemas,
Com carinho o mantenho para ti.
Deixe-me aquecer-te nesta noite fria,
Aliviar também esta saudade que te consome,
Soprar para longe qualquer nuvem de tristeza,
Para perder-nos em longas conversas na madrugada.
Dar asas aos sonhos românticos,
Encontrar aquele pedaço que falta,
Que alguém leva junto a si,
A metade de nosso coração.
Venha com os pingos de chuva,
Traga teus belos sorrisos,
Deixa-me ver teus cabelos dourados.
Esta distância e silêncio
Incomodam-me e trazem sombras,
Nesta saudade nascente
Que torna-se árvore frondosa.
É teu este jardim perfumado,
Com rosas, tulipas e jasmins.
Regado com versos e poemas,
Com carinho o mantenho para ti.
Deixe-me aquecer-te nesta noite fria,
Aliviar também esta saudade que te consome,
Soprar para longe qualquer nuvem de tristeza,
Para perder-nos em longas conversas na madrugada.
Dar asas aos sonhos românticos,
Encontrar aquele pedaço que falta,
Que alguém leva junto a si,
A metade de nosso coração.
quarta-feira, outubro 03, 2007
Solidão. Desilusão.
Triste é o caminho
Do trovador solitário.
Acompanha o passear da Lua,
Divaga pela noite sem pensar.
Carrega no coração calado,
Sentimentos que não ousa dizer,
Sempre está apaixonado
Pelas musas que traz o mar.
Mar de espumas etéreas,
Em ondas de poesia e amor.
Olha o horizonte aflito
"Onde estás que não a encontro?"
Amada, querida Amada,
A quem espero nas madrugadas,
Louco já estou de esperar,
Devorado pelo gelo da solidão.
Os dias se esvaem um a um,
Anos e anos se perdem.
Meu ardor já se encerra,
Minhas sombras me consomem...
Do trovador solitário.
Acompanha o passear da Lua,
Divaga pela noite sem pensar.
Carrega no coração calado,
Sentimentos que não ousa dizer,
Sempre está apaixonado
Pelas musas que traz o mar.
Mar de espumas etéreas,
Em ondas de poesia e amor.
Olha o horizonte aflito
"Onde estás que não a encontro?"
Amada, querida Amada,
A quem espero nas madrugadas,
Louco já estou de esperar,
Devorado pelo gelo da solidão.
Os dias se esvaem um a um,
Anos e anos se perdem.
Meu ardor já se encerra,
Minhas sombras me consomem...
terça-feira, agosto 14, 2007
Vaporosos Sonhos
Poeta tolo e inútil,
Constrói teus castelos com nuvens,
De brumas fazes o cimento,
Adicionando lágrimas e orvalho.
Assim trabalhas toda noite,
Para ver tudo desmoronar
Ao primeiro raio de sol,
Que vem toda manhã.
Ergue teus prédios de sonhos,
Amargurado coração apaixonado;
Teimas em iludi-te sempre
De que restará algo após amanhecer.
Agora, em silêncio, derramas teu pranto,
Assiste o vento desmanchar flocos
De tuas magníficas torres de devaneios,
Poesias para sempre no ar perdidas.
Como cristais do inverno
Derretendo ao sol da primavera,
Lentamente morrendo
Na promessa de um dia voltar.
Constrói teus castelos com nuvens,
De brumas fazes o cimento,
Adicionando lágrimas e orvalho.
Assim trabalhas toda noite,
Para ver tudo desmoronar
Ao primeiro raio de sol,
Que vem toda manhã.
Ergue teus prédios de sonhos,
Amargurado coração apaixonado;
Teimas em iludi-te sempre
De que restará algo após amanhecer.
Agora, em silêncio, derramas teu pranto,
Assiste o vento desmanchar flocos
De tuas magníficas torres de devaneios,
Poesias para sempre no ar perdidas.
Como cristais do inverno
Derretendo ao sol da primavera,
Lentamente morrendo
Na promessa de um dia voltar.
segunda-feira, agosto 13, 2007
Amargo Retorno
Carcereiro das Almas Desgraçadas,
Traze-me de voltas às correntes,
Ao meu calcanhar a bola de ferro.
Saí daqui sorrindo e sonhando...
Voltei novamente derrotado,
Como em todas as outras vezes.
Tive novamente meu coração açoitado
Pelo violento chicote da paixão.
Depois lançado ao deserto escaldante,
Na companhia das aves de rapina
Que devoraram quaisquer das esperanças.
Velhos companheiros de infortúnio,
Eis-me aqui, para vossos escárnios.
Cubram-me com o manto de vossas mágoas
Gargalhem de minha sorte, ou falta dela;
Arremessem tudo que de mais vil cobrem vossos pensamentos.
Carrasco ardiloso e cruel,
Algoz de nós os insanos,
Divertindo-se com o nosso sofrer.
Leva-me agora para o cepo,
Utiliza-te de tua mais afiada lâmina,
Para que num só golpe remova,
Este coração tolo que teima em amar.
Traze-me de voltas às correntes,
Ao meu calcanhar a bola de ferro.
Saí daqui sorrindo e sonhando...
Voltei novamente derrotado,
Como em todas as outras vezes.
Tive novamente meu coração açoitado
Pelo violento chicote da paixão.
Depois lançado ao deserto escaldante,
Na companhia das aves de rapina
Que devoraram quaisquer das esperanças.
Velhos companheiros de infortúnio,
Eis-me aqui, para vossos escárnios.
Cubram-me com o manto de vossas mágoas
Gargalhem de minha sorte, ou falta dela;
Arremessem tudo que de mais vil cobrem vossos pensamentos.
Carrasco ardiloso e cruel,
Algoz de nós os insanos,
Divertindo-se com o nosso sofrer.
Leva-me agora para o cepo,
Utiliza-te de tua mais afiada lâmina,
Para que num só golpe remova,
Este coração tolo que teima em amar.
quarta-feira, junho 27, 2007
Alvorecer
Tal como o Sol, nascendo
Nas montanhas frias,
Refulgindo nos lagos límpidos,
São os teus olhos.
E deles emanam o calor,
Que lentamente evapora
Toda a mágoa em orvalho
Que cobre meu coração.
Em ti amanhece um novo dia,
Em que a esperança caminha.
É toda beleza que qualquer ser
Deste planeta pode conter.
Poder descansar minha vista,
Cansada do mundo e da vida,
Em bela miragem como tu
É como ungüento para a dor.
Por isso te dedico todas as odes,
Pois é o que tenho a te oferecer
No turbilhão do amor, repartir,
Toda a alegria que me trazes.
Dedicado a Luka, a amada Flor Bela.
Nas montanhas frias,
Refulgindo nos lagos límpidos,
São os teus olhos.
E deles emanam o calor,
Que lentamente evapora
Toda a mágoa em orvalho
Que cobre meu coração.
Em ti amanhece um novo dia,
Em que a esperança caminha.
É toda beleza que qualquer ser
Deste planeta pode conter.
Poder descansar minha vista,
Cansada do mundo e da vida,
Em bela miragem como tu
É como ungüento para a dor.
Por isso te dedico todas as odes,
Pois é o que tenho a te oferecer
No turbilhão do amor, repartir,
Toda a alegria que me trazes.
Dedicado a Luka, a amada Flor Bela.
As pedras
Em sua eternidade efêmera
Observam sem viver.
Na sua frieza grandiosa
Riem-se do mundo a sofrer.
Olham para o horizonte...
Sem amor, sem perder.
Olham através dos verdes montes;
Através do morrer.
Oh, Pedras!
Que gozam por não morrer,
Riem-se a dizer:
- Malditos, vivem para nada ter!
Arrasado, lembro-me das rochas...
Imóveis, inabaláveis à dor.
Querendo ser rocha, lembro-me,
Apesar de sofrer,
No mundo ainda tenho
Um pouco de alegria e prazer.
Observam sem viver.
Na sua frieza grandiosa
Riem-se do mundo a sofrer.
Olham para o horizonte...
Sem amor, sem perder.
Olham através dos verdes montes;
Através do morrer.
Oh, Pedras!
Que gozam por não morrer,
Riem-se a dizer:
- Malditos, vivem para nada ter!
Arrasado, lembro-me das rochas...
Imóveis, inabaláveis à dor.
Querendo ser rocha, lembro-me,
Apesar de sofrer,
No mundo ainda tenho
Um pouco de alegria e prazer.
As flores
Dançam para ti os cravos.
Begônias cantam em júbilo;
Abrem-se em reverência as rosas.
Amarelos girassóis te saúdam.
Murmúrios são proferidos pelos ventos
“Afinal ela voltou!”
Das folhas delicadas canções
Para brindar tua volta.
As doces violetas te sorriem
E alvas margaridas em festa,
Regozijam-se a teu retorno.
Tudo enche-se de cores.
Até o sumido sol,
Que espantou as sombras
Para o interior da floresta.
Os delicados miosótis caem de joelhos
Aos pés de sua eterna rainha,
Que ao seu castelo voltar
Como deusa verdadeira.
E por onde passas,
A vida renasce
E a tristeza perece.
Begônias cantam em júbilo;
Abrem-se em reverência as rosas.
Amarelos girassóis te saúdam.
Murmúrios são proferidos pelos ventos
“Afinal ela voltou!”
Das folhas delicadas canções
Para brindar tua volta.
As doces violetas te sorriem
E alvas margaridas em festa,
Regozijam-se a teu retorno.
Tudo enche-se de cores.
Até o sumido sol,
Que espantou as sombras
Para o interior da floresta.
Os delicados miosótis caem de joelhos
Aos pés de sua eterna rainha,
Que ao seu castelo voltar
Como deusa verdadeira.
E por onde passas,
A vida renasce
E a tristeza perece.
sábado, junho 09, 2007
Problemas com o histórico
Mudanças no blogger deixaram meu histórico inoperante. Espero resolver os problemas em breve. Provavelmente o visual do blog vai ser modificado e muitos dos anexos que eu coloquei irão sumir... Mãos à obra, Trovatore!
segunda-feira, maio 07, 2007
Don't be afraid!
Não tenha medo.
A estrada é sombria,
Mas tudo ficará bem.
Podes até estar sozinho,
A Tormenta te fustigando,
Teu corpo em frangalhos,
Mas tudo terminará bem.
As dificuldades surgem,
Problemas sempre aparecem,
Nessas horas qualquer frágil fio
Torna-se a corda mais forte.
Nuvens continuam sendo nuvens,
Mesmo que as mais tenebrosas
Formas elas tomem no horizonte,
Trazendo a pior das tempestades.
Temporais vêm e vão,
Continuamos sempre por aqui.
O Sol sempre ressurge mais tarde.
Não tenha medo! Tudo ficará bem.
A estrada é sombria,
Mas tudo ficará bem.
Podes até estar sozinho,
A Tormenta te fustigando,
Teu corpo em frangalhos,
Mas tudo terminará bem.
As dificuldades surgem,
Problemas sempre aparecem,
Nessas horas qualquer frágil fio
Torna-se a corda mais forte.
Nuvens continuam sendo nuvens,
Mesmo que as mais tenebrosas
Formas elas tomem no horizonte,
Trazendo a pior das tempestades.
Temporais vêm e vão,
Continuamos sempre por aqui.
O Sol sempre ressurge mais tarde.
Não tenha medo! Tudo ficará bem.
Mais uma noite...
A noite vai avançada
Caminha, adentra madrugada.
Em ruas ermas e desertas,
Feixes de luar nos becos.
Meus pensamentos em veleiros
De sonhos e imaginação,
Singram os mares ignotos
Que existem em meu coração.
No firmamento as estrelas,
Sóis perdidos no espaço,
Com seus mundos a rodopiar.
Da Terra, eu tão pequenino,
Apenas vejos luzeiros a me guiar.
Contudo minha vida toma rumos
Dos quais desconheço o destino,
Trilhando caminhos tortos
Sem nunca sair do lugar em que está.
Talvez por isso a noite tanto me atrai,
Contendo segredos em suas sombras,
Fácil é perder-se em seus meandros,
Clamando-se pelo amanhecer.
Serei eu um fracassado?
Se assim for, apenas mais um.
Até mesmo na angústia e na dor,
Sempre dividimos lugar com alguém.
Caminha, adentra madrugada.
Em ruas ermas e desertas,
Feixes de luar nos becos.
Meus pensamentos em veleiros
De sonhos e imaginação,
Singram os mares ignotos
Que existem em meu coração.
No firmamento as estrelas,
Sóis perdidos no espaço,
Com seus mundos a rodopiar.
Da Terra, eu tão pequenino,
Apenas vejos luzeiros a me guiar.
Contudo minha vida toma rumos
Dos quais desconheço o destino,
Trilhando caminhos tortos
Sem nunca sair do lugar em que está.
Talvez por isso a noite tanto me atrai,
Contendo segredos em suas sombras,
Fácil é perder-se em seus meandros,
Clamando-se pelo amanhecer.
Serei eu um fracassado?
Se assim for, apenas mais um.
Até mesmo na angústia e na dor,
Sempre dividimos lugar com alguém.
quarta-feira, janeiro 24, 2007
Canção de amor
Nesta canção de amor
Que não exista dor,
Mas apenas a delicada cor
Do sublime sentimento em flor.
Cante-se a beleza da primavera,
A frutificação do amor perene,
O fim da agonia e das mágoas
Levadas pelo rio com águas de degelo.
Expectativas e esperanças
Em vossos cantos quietas ficai.
Permitis que a canção prossiga
Sem empecilhos ou obrigações.
Deixai o poema escorrer,
Gotejando como chuva fina,
Que alegria a alguns corações traz,
Lavando a poeira de paixões perdidas.
Que não exista dor,
Mas apenas a delicada cor
Do sublime sentimento em flor.
Cante-se a beleza da primavera,
A frutificação do amor perene,
O fim da agonia e das mágoas
Levadas pelo rio com águas de degelo.
Expectativas e esperanças
Em vossos cantos quietas ficai.
Permitis que a canção prossiga
Sem empecilhos ou obrigações.
Deixai o poema escorrer,
Gotejando como chuva fina,
Que alegria a alguns corações traz,
Lavando a poeira de paixões perdidas.
Novamente a Lua
Ah, Lua! Passas no ceu incólume,
Iluminando igualmente, sem distinção,
Tanto enamorados quanto os solitários.
Traz em teus sedosos raios
Sorrisos em alguns;
Lágrimas em outros.
A dor contundente
Que no peito trago,
À tua luz argêntea,
Ganha contornos etéreos.
Meu uivo te dirijo,
Assim como em todas as noites.
Segue-me para sempre,
Não abandone-me jamais.
És tu a musa que não se esvai.
Vem a mim todas as noites,
Trazendo alento à dor,
Acariciando minhas chagas.
Mesmo assim meu espírito,
Tranquilo nunca dorme,
Pois nem mesmo tu, deusa de prata,
Consegue saciar minha sede de amar.
Parto em minhas viagens,
Machucando tantas, ferindo-me outras.
Quando volto, cicatrizes,
A ti novos uivos aflitos.
Incansável, volta-te para mim,
Como te voltas para todos os outros:
Aqueles exultantes de alegria,
Quanto aqueles em mágoas perdidos.
Iluminando igualmente, sem distinção,
Tanto enamorados quanto os solitários.
Traz em teus sedosos raios
Sorrisos em alguns;
Lágrimas em outros.
A dor contundente
Que no peito trago,
À tua luz argêntea,
Ganha contornos etéreos.
Meu uivo te dirijo,
Assim como em todas as noites.
Segue-me para sempre,
Não abandone-me jamais.
És tu a musa que não se esvai.
Vem a mim todas as noites,
Trazendo alento à dor,
Acariciando minhas chagas.
Mesmo assim meu espírito,
Tranquilo nunca dorme,
Pois nem mesmo tu, deusa de prata,
Consegue saciar minha sede de amar.
Parto em minhas viagens,
Machucando tantas, ferindo-me outras.
Quando volto, cicatrizes,
A ti novos uivos aflitos.
Incansável, volta-te para mim,
Como te voltas para todos os outros:
Aqueles exultantes de alegria,
Quanto aqueles em mágoas perdidos.
Tantos anos
Tantos buscam o Amor;
Aquele que realiza
Realizando o outro,
Completando os dois.
Amor que o homem habita,
Mesmo escondido na guerra,
Em nossas pequenas batalhas
Que diariamente travamos.
Amor, que ao olhar
Fundo na íris do outro,
Encontra-se gravado indelével
Nas raias coloridas amadas.
Amor companheiro, cúmplice.
Aonde começa? Como inicia?
Tampouco sabe-se,
Apenas com tempo reconhece-se.
O passar dos anos (gotejar do tempo)
Nossa sensibilidade aguça,
Ao paladar matura
Para tal vinho degustar.
Quando jovens éramos,
Tantos erros cometemos.
Mas maiores os acertos;
Ganhamos e perdemos.
Quantas vezes vimos o fim?
Tantas quantas recomeçamos,
A cada uma das crises,
O que construíamos fortalecia.
Hoje, de cabelos encanecidos,
Suavemente acaricio os teus.
Um romântico beijo te dou,
Uma carícia no enrugado rosto recebo.
Sinto ainda hoje a força
Com que nos demos às mãos.
Desde o momento há tantos anos
Que decidimos neste caminho seguir.
Aquele que realiza
Realizando o outro,
Completando os dois.
Amor que o homem habita,
Mesmo escondido na guerra,
Em nossas pequenas batalhas
Que diariamente travamos.
Amor, que ao olhar
Fundo na íris do outro,
Encontra-se gravado indelével
Nas raias coloridas amadas.
Amor companheiro, cúmplice.
Aonde começa? Como inicia?
Tampouco sabe-se,
Apenas com tempo reconhece-se.
O passar dos anos (gotejar do tempo)
Nossa sensibilidade aguça,
Ao paladar matura
Para tal vinho degustar.
Quando jovens éramos,
Tantos erros cometemos.
Mas maiores os acertos;
Ganhamos e perdemos.
Quantas vezes vimos o fim?
Tantas quantas recomeçamos,
A cada uma das crises,
O que construíamos fortalecia.
Hoje, de cabelos encanecidos,
Suavemente acaricio os teus.
Um romântico beijo te dou,
Uma carícia no enrugado rosto recebo.
Sinto ainda hoje a força
Com que nos demos às mãos.
Desde o momento há tantos anos
Que decidimos neste caminho seguir.
sexta-feira, janeiro 12, 2007
Amor colorido
Por que rimar amor com dor?
Por que não combinar com alegria?
Se há drama, por acaso, é atraente?
Vou rimar amor com cor.
Vindo da ausência de cor,
Após pelo arco-íris passar,
Sem desejo de nada mais ver,
Apenas se quer sobreviver.
Qual o tom do amor?
A matiz é furta-cor.
Tudo começa azul,
Entre sorrisos delicados,
Beijos inseguros ou roubados.
Carícias são trocadas,
A esperança com seu verde
Traz alento ao coração:
- Desta vez vai tudo dar certo!
Diz-se quando antigas dores doem
Num lúgubre lembrete,
Tal mantra positivo e supersticioso.
Amarelo como um amanhecer,
Vem chegando o amor,
Por sobre as altas montanhas,
Tomando as planícies em sombras.
Então as flores adormecidas
Despertam em beleza e cor.
Uma explosão de vida
Entre cantar de pássaros
E céu límpido, sem nuvens.
O espírito torna-se brasa,
Como teus incandescentes lábios.
É o fulgor da paixão, violência do amor,
Tinge de vermelho o coração,
Sangue pulsando firme nas veias.
O mundo é tomado de chamas.
Que esmaecem, cedo ou tarde,
As labaredas extinguem-se.
Nas planícies apenas cinzas,
No horizonte vai longe
O alaranjado do incêndio
Então anoitece na vida,
O ar cheirando a queimado,
Sensação incômoda no peito.
O amor está apagando-se,
Como vela toda consumida,
Incenso ao completo findar-se.
Todas as nuanças se esvaem,
As telas são apagadas pelo vento,
As lembranças ainda resistem,
Porém pelo tempo são corroídas,
Deixando à mostra os ossos,
Alterando todas suas formas.
Retornei à ausência de cor...
No círculo vicioso da história,
Amor apenas rimou com dor,
Tendo as cores como alegoria.
Talvez amor não confraternize
Com alegria ou sentimento bom.
O drama por fim prevaleceu...
Não, impossível aceitar!
Em trevas imerso ficar?
Jamais! Não devo acreditar.
Faço de poema nova tentativa:
Por que ainda rimar amor com dor?
Por que simples não é combinar com alegria?
Se há drama, por acaso, é atraente?
Vou rimar amor com cor!
...
Por que não combinar com alegria?
Se há drama, por acaso, é atraente?
Vou rimar amor com cor.
Vindo da ausência de cor,
Após pelo arco-íris passar,
Sem desejo de nada mais ver,
Apenas se quer sobreviver.
Qual o tom do amor?
A matiz é furta-cor.
Tudo começa azul,
Entre sorrisos delicados,
Beijos inseguros ou roubados.
Carícias são trocadas,
A esperança com seu verde
Traz alento ao coração:
- Desta vez vai tudo dar certo!
Diz-se quando antigas dores doem
Num lúgubre lembrete,
Tal mantra positivo e supersticioso.
Amarelo como um amanhecer,
Vem chegando o amor,
Por sobre as altas montanhas,
Tomando as planícies em sombras.
Então as flores adormecidas
Despertam em beleza e cor.
Uma explosão de vida
Entre cantar de pássaros
E céu límpido, sem nuvens.
O espírito torna-se brasa,
Como teus incandescentes lábios.
É o fulgor da paixão, violência do amor,
Tinge de vermelho o coração,
Sangue pulsando firme nas veias.
O mundo é tomado de chamas.
Que esmaecem, cedo ou tarde,
As labaredas extinguem-se.
Nas planícies apenas cinzas,
No horizonte vai longe
O alaranjado do incêndio
Então anoitece na vida,
O ar cheirando a queimado,
Sensação incômoda no peito.
O amor está apagando-se,
Como vela toda consumida,
Incenso ao completo findar-se.
Todas as nuanças se esvaem,
As telas são apagadas pelo vento,
As lembranças ainda resistem,
Porém pelo tempo são corroídas,
Deixando à mostra os ossos,
Alterando todas suas formas.
Retornei à ausência de cor...
No círculo vicioso da história,
Amor apenas rimou com dor,
Tendo as cores como alegoria.
Talvez amor não confraternize
Com alegria ou sentimento bom.
O drama por fim prevaleceu...
Não, impossível aceitar!
Em trevas imerso ficar?
Jamais! Não devo acreditar.
Faço de poema nova tentativa:
Por que ainda rimar amor com dor?
Por que simples não é combinar com alegria?
Se há drama, por acaso, é atraente?
Vou rimar amor com cor!
...
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