segunda-feira, agosto 30, 2010

Silêncio da noite

É no silêncio da noite,
Quando todos dormem,
A madrugada cálida nasce,
As estrelas há muito avançam.

Na hora em que os ouvidos,
Apenas os pensamentos ouvem,
Não há mais lágrimas ou risos,
Antessala para o vácuo.

(Neste instante)

A pressão de minha solidão
Totalmente presente se faz,
À falta de rumo ou norte,
À destruição, lépido avanço.

domingo, agosto 29, 2010

Atualizações

Mudança de layout no blog, novamente.
Desta vez acrescentei ainda mais umas funcionalidades ao blog: ferramenta de busca e nuvem de palavras-chave.
Óbvio que toda a mudança traz sequelas... Desta vez foi resetado o mural de comentários, não que tivessem muitos, mas se soubesse que isso iria ocorrer, teria pelos menos tentado fazer backup.

Bem, aqui estamos novamente no ar.

P.S.: Aos poucos estou acrescentando marcadores e títulos aos poemas antigos, de modo a facilitar a busca.

sábado, agosto 28, 2010

Reencontro


Tanto tempo já passado,
Muito vinho já bebido.
Litros de café sorvidos,
Perante a tela pixelizada.

O Trovador que tanto andou,
Sem nunca encontrar pouso,
Permanece ainda andarilho,
Contudo já não seguia estes caminhos.

O roto caderno de memórias
Havia há muito abandonado,
Na tentativa de esquecer,
As agruras dos solitários.

Tentou dar adeus às tristezas,
A grande melancolia que o possui.
Partiu na busca não mais de amores,
Mas de uma outra existência,
Que também nunca viu...

Pelas searas que andou,
De taberna em taberna,
Sorrriu e se esvaziou,
Até restar apenas uma casca.

Sem sentimentos ou dor,
Mas também sem poesia ou ardor.
Hoje faço seu reencontro,
Com os poemas que ao mar lançou.

Ainda há páginas vazias
Clamando serem preenchidas,
Memórias da vida mundana,
Sem musas ou loucas buscas.

Porém, contra a natureza
E seus instintos, ninguém luta.
Assim, o Trovador ao aqui voltar,
Vê retornar tudo aquilo que ama
E que havia deixado para trás.

"Tristesse"


As imagens estáticas,
Flutuando paralisadas no ar,
As ações no quase acontecer,
O abraço quase a ser dado,
Um beijo que quase é.

Um mundo em animação suspensa,
A expiração, no pulmão pausada,
Amores que nunca serão amados,
Raiva jamais a ser despejada.

O mundo que a girar continua,
Observar a iminência do ser,
Enquanto os outros seguem,
Lamentar a estagnação que fica.

Essa melancolia que ronda,
Um Noturno de Chopin
Com toda sua incrível beleza,
Trazendo um lago de tristezas.

É o limiar, umbral da porta,
Que jamais será atravessada,
Ainda que do outro lado
A felicidade infinita esteja.

A beira do penhasco,
Prelúdio do amanhecer,
O primeiro degrau da escada,
O limite do adormecer.

É quase a morte.
É uma vida no quase.