Todas as noites vens,
Em sonhos que são reais,
Vaporosa e etérea.
Tal qual um anjo,
Em tuas visitas noturnas
Minhas aflições diminuem.
E consigo visualizar
Toda uma vida nova,
Em que a felicidade é possível.
Minhas trovas noturnas,
Não são mais jogadas,
Bradadas em vão.
Meus lamentos te alcançam,
Sendo consolado em carícias
E meus sentimentos te envolvendo.
Nas noites enluaradas,
Pela cascata negra
Que cai por tuas costas,
Descem lentamente meus dedos.
Enlaço-te em forte abraço,
Nossas respirações param,
A realidade fica em suspenso.
Quando os lábios se tocam,
Toda a sinfonia fantástica,
Executada com ardor e paixão,
Tem soberbo início.
O real torna-se sonho,
Novamente a ilusão desvanesce,
Tornando-te intangível, mais uma vez.
Enquanto a madrugada
Agoniza lentamente,
Já o dia amanhece.
Nas vielas ainda escuras,
Suspira o solitário trovador.
Finda-se mais uma noite,
Com muitas trovas e vinho,
E a maior meta foi o amor.
domingo, abril 27, 2003
Tão bela és, ó Musa,
Nada é comparável,
Visto todo o brilho
Derramado por ti.
Em minhas veias
O sangue corre, quente,
Usinado nas entranhas
Deste amor fundente.
Pois o que tocas,
Resplandece e se aviva,
Como magistral mágica,
Que somente as deusas são capazes.
Talvez meus olhos estejam fechados
E a minha razão obscurecida,
Pela loucura da paixão,
E eu não consiga te discernir.
Porém, o grande momento,
É a entrega em um mergulho
Ao vazio em queda livre, sem medo,
Nos abismos encantados do amor.
Nada é comparável,
Visto todo o brilho
Derramado por ti.
Em minhas veias
O sangue corre, quente,
Usinado nas entranhas
Deste amor fundente.
Pois o que tocas,
Resplandece e se aviva,
Como magistral mágica,
Que somente as deusas são capazes.
Talvez meus olhos estejam fechados
E a minha razão obscurecida,
Pela loucura da paixão,
E eu não consiga te discernir.
Porém, o grande momento,
É a entrega em um mergulho
Ao vazio em queda livre, sem medo,
Nos abismos encantados do amor.
Vejo-me sozinho
Em mais este
Doloroso momento.
Pois a minha sombra,
Agora já caminha sozinha,
E na vida sigo só.
O vazio é a pior sensação,
Com sabor de estragado,
Olha-se para trás...
Somente poeira.
À frente?
O desconhecido...
Solidão é o vácuo,
De não haver mais ninguém,
Apenas lampejos de vida.
E nos risos e conversas,
Encontro-me solitário e avesso.
As peças foram retiradas,
Tão sutilmente, nem percebi.
Meu solhos abriram-se
Para chorar por todas as perdas.
Desilusões e delírios,
Passado traduzido no presente,
Repleto de ausência e solidão.
Em mais este
Doloroso momento.
Pois a minha sombra,
Agora já caminha sozinha,
E na vida sigo só.
O vazio é a pior sensação,
Com sabor de estragado,
Olha-se para trás...
Somente poeira.
À frente?
O desconhecido...
Solidão é o vácuo,
De não haver mais ninguém,
Apenas lampejos de vida.
E nos risos e conversas,
Encontro-me solitário e avesso.
As peças foram retiradas,
Tão sutilmente, nem percebi.
Meu solhos abriram-se
Para chorar por todas as perdas.
Desilusões e delírios,
Passado traduzido no presente,
Repleto de ausência e solidão.
Nesse inverno triste,
Meu único calor
Brota de ti.
Aquece-me e acalenta,
Afugentando-me da alvura
Dos dedos da Morte.
Pela janela, açoita a borrasca
Com gritos e uivos.
Em ti, a esperança resiste,
Resiste o carinho.
A brutalidade afia os dentes,
Para rasgar-me e despedaçar
O espírito, desprotegido e nu,
Envolto pela tempestade.
De teus olhos castanhos,
Jorra a ternura que inunda-me,
Aliviando a dor da chibata
E a foice da colheita.
Em mim, te eregi um santuário,
Devotando tudo o que resta.
E nesse corpo frágil, és a força.
Carregarei para sempre a tua lembrança.
Meu único calor
Brota de ti.
Aquece-me e acalenta,
Afugentando-me da alvura
Dos dedos da Morte.
Pela janela, açoita a borrasca
Com gritos e uivos.
Em ti, a esperança resiste,
Resiste o carinho.
A brutalidade afia os dentes,
Para rasgar-me e despedaçar
O espírito, desprotegido e nu,
Envolto pela tempestade.
De teus olhos castanhos,
Jorra a ternura que inunda-me,
Aliviando a dor da chibata
E a foice da colheita.
Em mim, te eregi um santuário,
Devotando tudo o que resta.
E nesse corpo frágil, és a força.
Carregarei para sempre a tua lembrança.
Flores negras e mortas
São marcas sombrias
Deixadas sobre a tumba
Do coração triste.
Que desfazem-se em pó,
Sob o suspiro da brisa,
Que corre desesperada
Nos bosques silenciosos.
As estrelas pontilham o céu,
O véu da mortalha,
Aprisiona e acorrenta
A alma atormentada.
Flores secas, noturnas,
Tingidas em trevas.
Soturnas sombras
Aos pés da lápide.
No tardar da hora,
Com silêncio concreto,
Marmóreo e suspenso,
Flores despedaçadas.
Marcando e sinalizando
O terreno desgraçado,
Proibido e amaldiçoado
Aonde jaz o coração aflito.
São marcas sombrias
Deixadas sobre a tumba
Do coração triste.
Que desfazem-se em pó,
Sob o suspiro da brisa,
Que corre desesperada
Nos bosques silenciosos.
As estrelas pontilham o céu,
O véu da mortalha,
Aprisiona e acorrenta
A alma atormentada.
Flores secas, noturnas,
Tingidas em trevas.
Soturnas sombras
Aos pés da lápide.
No tardar da hora,
Com silêncio concreto,
Marmóreo e suspenso,
Flores despedaçadas.
Marcando e sinalizando
O terreno desgraçado,
Proibido e amaldiçoado
Aonde jaz o coração aflito.
quarta-feira, abril 23, 2003
Entre todos os momentos,
O de mais doce lembrança
É a imagem cristalina de seu sorriso.
Romântico e meigo.
Impossível nos momentos de solidão,
Em que o coração verte lágrimas de dor,
Em que o sol se encobre e se acinzenta,
Não lembrar de imagem luminosa.
A luz que emana desse instante
É suficiente para curar todas as chagas
E purificar completamente a alma.
Entretanto, tenho somente a lembrança
De quando andávamos de mãos dadas
E a sua alegria completava a minha vida.
Um instante, apenas mais um instante...
O de mais doce lembrança
É a imagem cristalina de seu sorriso.
Romântico e meigo.
Impossível nos momentos de solidão,
Em que o coração verte lágrimas de dor,
Em que o sol se encobre e se acinzenta,
Não lembrar de imagem luminosa.
A luz que emana desse instante
É suficiente para curar todas as chagas
E purificar completamente a alma.
Entretanto, tenho somente a lembrança
De quando andávamos de mãos dadas
E a sua alegria completava a minha vida.
Um instante, apenas mais um instante...
Noite silenciosa,
Envolve-me no teu manto de morte,
Apazigua meu coração torturado.
Pelas brechas de minha alma,
Partida e rachada
O sangue escuro e talhado
Escorre lentamente.
O ferimento que me causaste,
Somente a Noite tem poder de curar.
Pois, agora vivo em Trevas
E nem tu poderás mais me salvar.
Envolve-me no teu manto de morte,
Apazigua meu coração torturado.
Pelas brechas de minha alma,
Partida e rachada
O sangue escuro e talhado
Escorre lentamente.
O ferimento que me causaste,
Somente a Noite tem poder de curar.
Pois, agora vivo em Trevas
E nem tu poderás mais me salvar.
domingo, abril 06, 2003
Tão bela é a vida e o viver,
Que não entendo o pouco valor
Que a eles se dá.
Pois, somos caçados,
Vítimas de outras vítimas,
Nessa cidade insana,
Desejosa de sangue.
E as balas nos esperam
A cada esquina que se dobra,
Como nosso nome gravado
No seu chumbo quente.
Mas quem não tem esperança,
Achando que a vida não teve direito,
Querendo o lucro fácil
Numa multidão de miseráveis.
Coloca uma arma como talismã,
Na cintura ou a tiracolo.
Agora ele é um Homem,
Sobressaindo-se entre todos.
Porém, a bala que tem o meu nome,
Profundamente gravado,
Tem uma irmã desgraçada
Marcada com seu nome.
Que não entendo o pouco valor
Que a eles se dá.
Pois, somos caçados,
Vítimas de outras vítimas,
Nessa cidade insana,
Desejosa de sangue.
E as balas nos esperam
A cada esquina que se dobra,
Como nosso nome gravado
No seu chumbo quente.
Mas quem não tem esperança,
Achando que a vida não teve direito,
Querendo o lucro fácil
Numa multidão de miseráveis.
Coloca uma arma como talismã,
Na cintura ou a tiracolo.
Agora ele é um Homem,
Sobressaindo-se entre todos.
Porém, a bala que tem o meu nome,
Profundamente gravado,
Tem uma irmã desgraçada
Marcada com seu nome.
Sob os meus pés cansados,
O mundo nuca deixa de girar.
Por mais que deseje,
O tempo sempre avança.
E a cada dia que passa,
É mais um que se perdeu.
Pois não há como regressar,
Nem reparar o mal feito.
Decisões eu tomo, certas e erradas,
Mas nunca posso escolher
O melhor dos mundos,
Porque outra chance não há.
E em meus anseios e devaneios,
Perco completamente a razão
E não vejo como me olhas,
Com carinho desejando.
E tu será mais uma na história,
De tantas outras amadas
Que simplesmente perdi.
O mundo nuca deixa de girar.
Por mais que deseje,
O tempo sempre avança.
E a cada dia que passa,
É mais um que se perdeu.
Pois não há como regressar,
Nem reparar o mal feito.
Decisões eu tomo, certas e erradas,
Mas nunca posso escolher
O melhor dos mundos,
Porque outra chance não há.
E em meus anseios e devaneios,
Perco completamente a razão
E não vejo como me olhas,
Com carinho desejando.
E tu será mais uma na história,
De tantas outras amadas
Que simplesmente perdi.
sábado, abril 05, 2003
Tal como o Sol, nascendo
Nas montanhas frias,
Refulgindo nos lagos límpidos,
São os teus olhos.
E deles emanam o calor,
Que lentamente evapora
Toda a mágoa em orvalho
Que cobre meu coração.
Em ti amanhece um novo dia,
Em que a esperança caminha.
É toda beleza que qualquer ser
Deste planeta pode conter.
Poder descansar minha vista,
Cansada do mundo e da vida,
Em bela miragem como tu
É como ungüento para a dor.
Por isso te dedico todas as odes,
Pois é o que tenho a te oferecer
No turbilhão do amor, repartir,
Toda a alegria que me trazes.
Nas montanhas frias,
Refulgindo nos lagos límpidos,
São os teus olhos.
E deles emanam o calor,
Que lentamente evapora
Toda a mágoa em orvalho
Que cobre meu coração.
Em ti amanhece um novo dia,
Em que a esperança caminha.
É toda beleza que qualquer ser
Deste planeta pode conter.
Poder descansar minha vista,
Cansada do mundo e da vida,
Em bela miragem como tu
É como ungüento para a dor.
Por isso te dedico todas as odes,
Pois é o que tenho a te oferecer
No turbilhão do amor, repartir,
Toda a alegria que me trazes.
sexta-feira, abril 04, 2003
Chega a noite, o Trovador sai à ronda...
Pelas vielas, sob as sacadas
Buscando o olhar da amada musa
Que lhe ilumina e guiará.
Pois ela está ali, bem próximo,
Ao alcance das palavras
Que expresso em lindas canções.
Atingir seu coração
E nos olhos um sorriso nascer
É recompensa de maior valor,
Se é que se pode quantificar
Sentimento tão sublime como o amor.
Pelas vielas, sob as sacadas
Buscando o olhar da amada musa
Que lhe ilumina e guiará.
Pois ela está ali, bem próximo,
Ao alcance das palavras
Que expresso em lindas canções.
Atingir seu coração
E nos olhos um sorriso nascer
É recompensa de maior valor,
Se é que se pode quantificar
Sentimento tão sublime como o amor.
O sangue corre nas calçadas,
No horizonte os fumos negros
Envolvendo os homens
No hálito da destruição.
As areias trazidas pelo vento,
Deserto calcinado, sem lágrimas.
Sempre foi assim...
Por milênios sucedem-se.
Desespero e sofrimento,
Loucura e dor.
Inocentes em meio ao caos
Criado pela ganãncia dos homens.
Uma pena que essa não será a última guerra que os homens verão... A espécie homo sapiens sempre evolui quando é para destruir seu próximo.
No horizonte os fumos negros
Envolvendo os homens
No hálito da destruição.
As areias trazidas pelo vento,
Deserto calcinado, sem lágrimas.
Sempre foi assim...
Por milênios sucedem-se.
Desespero e sofrimento,
Loucura e dor.
Inocentes em meio ao caos
Criado pela ganãncia dos homens.
Uma pena que essa não será a última guerra que os homens verão... A espécie homo sapiens sempre evolui quando é para destruir seu próximo.
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