Estou aqui e nem olhas para mim,
Volta-me teus olhos doces,
Recobre-me com o teu amor,
Preenche o vazio de meu coração.
Meus lamentos e súplicas,
Voltam-se para ti todas as noites,
Quando assolam-me a tristeza e solidão.
Tenho andado tanto em trevas...
Ilumina-me e dá-me esperança,
Aquecendo o vento frio.
Será que não vês o quanto te amo?
Será que demonstro isso a ti?
Preocupando-me tanto com meu mundo,
Pedindo-te tanto carinho e ternura,
Entretanto quantas vezes te ofereci?
Se nas tuas lágrimas, eu não estava.
Egoísta e ingrato, é o que sou.
Pois tanto me dás, mas quero sempre mais.
Como uma sanguessuga de sentimentos,
É assim que me comporto.
sábado, fevereiro 28, 2004
sábado, fevereiro 14, 2004
Vibram as cordas do bandolim,
Enchendo de estrelas o ar.
A batida leve do pandeiro,
Dita o ritmo deste sabor malandro.
São os violões sensuais ao luar,
Com suas maravilhosas vozes,
Em perfeita harmonia
Na cadência da melodia.
Na música alegre e pueril,
Com gosto de noite e boemia.
É a festa dos instrumentos;
Sambam a flauta e o violino.
Tens o nome de choro,
Mas nada remete à lágrimas.
É a música da amizade,
Do gingado e da leveza.
Nada tens de triste,
Segue pelo tempo, alegrando-nos
Sem envelhecer ou morrer.
É o som da virtuose brasileira.
Abraçaram-te Chiquinha,
Jacob, Nazareth, Villa-Lobos.
Altamiro e o Pixinguinha,
Além dos anônimos que moldaram-te.
Faze-nos ficar Carinhoso,
Ao lembrar do Odeon, Naquele Tempo.
Na dança da morena Brejeira
Com gosto de Doce de Côco.
Não há tristeza que resista,
Nas notas que trazem sorriso.
A esperança infantil renasce,
Na suavidade da roda de chorinho.
(Quem já foi sabe. Uma roda de Choro é como fazer o Sol participar da deliciosa noite. São mais de 150 anos de um ritmo genuinamente nacional)
Enchendo de estrelas o ar.
A batida leve do pandeiro,
Dita o ritmo deste sabor malandro.
São os violões sensuais ao luar,
Com suas maravilhosas vozes,
Em perfeita harmonia
Na cadência da melodia.
Na música alegre e pueril,
Com gosto de noite e boemia.
É a festa dos instrumentos;
Sambam a flauta e o violino.
Tens o nome de choro,
Mas nada remete à lágrimas.
É a música da amizade,
Do gingado e da leveza.
Nada tens de triste,
Segue pelo tempo, alegrando-nos
Sem envelhecer ou morrer.
É o som da virtuose brasileira.
Abraçaram-te Chiquinha,
Jacob, Nazareth, Villa-Lobos.
Altamiro e o Pixinguinha,
Além dos anônimos que moldaram-te.
Faze-nos ficar Carinhoso,
Ao lembrar do Odeon, Naquele Tempo.
Na dança da morena Brejeira
Com gosto de Doce de Côco.
Não há tristeza que resista,
Nas notas que trazem sorriso.
A esperança infantil renasce,
Na suavidade da roda de chorinho.
(Quem já foi sabe. Uma roda de Choro é como fazer o Sol participar da deliciosa noite. São mais de 150 anos de um ritmo genuinamente nacional)
Parem os murmúrios,
Cessem as reclamações.
Estás frustrado?
Cabe a ti mudar.
Não encha-me os ouvidos,
Entristecendo-me ainda mais.
Olhe ao seu redor,
Há tanto o que comemorar.
Se estás vivo e saudável,
Com amigos e forte;
Entre parentes e amores,
Alegra-te com as dádivas.
Não busque a infelicidade,
Ela encontra quem a procura,
Mas perde-se dos que a enfrentam,
Fugindo apavorada dos alegres.
Ainda que o mundo esteja cinzento,
Sempre existe uma nesga de cor.
Vivemos uma pintura impressionista,
Desde que queiramos assim ver.
Se o trabalho te atormenta,
Ou o coração solitário te aflige.
É o salário que falta no mês,
A falta de sensibilidade de todos.
Bem disse um poeta:
O mundo precisa de ternura.
Faça da delicadeze sua meta,
Verás que o sorriso é mais fácil.
Não lamente ou lamurie.
Se há motivos para chorar,
Muitos outros ainda existem
Para o espírito alegrar.
(Nas atribulações que enfrentamos neste mundão, envolto na pressa e na loucura, muitas vezes nos esquecemos de como estar aqui, neste momento, é maravilhoso! E quando estamos feridos, fechamos sobre os nossos machucados e esquecemos que existem tanta coisa para alegrar nosso espírito.)
Cessem as reclamações.
Estás frustrado?
Cabe a ti mudar.
Não encha-me os ouvidos,
Entristecendo-me ainda mais.
Olhe ao seu redor,
Há tanto o que comemorar.
Se estás vivo e saudável,
Com amigos e forte;
Entre parentes e amores,
Alegra-te com as dádivas.
Não busque a infelicidade,
Ela encontra quem a procura,
Mas perde-se dos que a enfrentam,
Fugindo apavorada dos alegres.
Ainda que o mundo esteja cinzento,
Sempre existe uma nesga de cor.
Vivemos uma pintura impressionista,
Desde que queiramos assim ver.
Se o trabalho te atormenta,
Ou o coração solitário te aflige.
É o salário que falta no mês,
A falta de sensibilidade de todos.
Bem disse um poeta:
O mundo precisa de ternura.
Faça da delicadeze sua meta,
Verás que o sorriso é mais fácil.
Não lamente ou lamurie.
Se há motivos para chorar,
Muitos outros ainda existem
Para o espírito alegrar.
(Nas atribulações que enfrentamos neste mundão, envolto na pressa e na loucura, muitas vezes nos esquecemos de como estar aqui, neste momento, é maravilhoso! E quando estamos feridos, fechamos sobre os nossos machucados e esquecemos que existem tanta coisa para alegrar nosso espírito.)
É o tempo da alegria,
Sol brilhante no coração,
Dos olhos iluminados,
Irradiando a luz do espírito.
Nada mais de lágrimas,
A Felicidade vem chegando,
Em mim quer fazer morada.
Solidão bate em retirada.
As noites são aquecidas,
A brisa que me acaricia,
É morna e macia,
Como o toque da Musa.
Enfim chegou a minha vez,
Tenho todo o direito,
Quero realmente ser feliz,
Estar inteiro e realizado.
Se assim desejo,
Agora posso alcançar
O sorriso eterno,
Que não depende de paixão.
Sol brilhante no coração,
Dos olhos iluminados,
Irradiando a luz do espírito.
Nada mais de lágrimas,
A Felicidade vem chegando,
Em mim quer fazer morada.
Solidão bate em retirada.
As noites são aquecidas,
A brisa que me acaricia,
É morna e macia,
Como o toque da Musa.
Enfim chegou a minha vez,
Tenho todo o direito,
Quero realmente ser feliz,
Estar inteiro e realizado.
Se assim desejo,
Agora posso alcançar
O sorriso eterno,
Que não depende de paixão.
domingo, fevereiro 08, 2004
Noites de amores,
Corações felizes,
Aquecidos um no outro,
Abrigados entre si.
Pelas esquinas iluminadas,
Lábios a se beijarem.
Em meio aos sorrisos,
Nas sombras os carinhos.
O luar envolve os apaixonados,
Aproximando-os cada vez mais.
O ar está perfumado, preenchido,
Com o aroma do amor.
Até meu espírito ranzinza,
Regozija-se com todos.
O mundo ainda é bom,
Enquanto houverem os amores.
Corações felizes,
Aquecidos um no outro,
Abrigados entre si.
Pelas esquinas iluminadas,
Lábios a se beijarem.
Em meio aos sorrisos,
Nas sombras os carinhos.
O luar envolve os apaixonados,
Aproximando-os cada vez mais.
O ar está perfumado, preenchido,
Com o aroma do amor.
Até meu espírito ranzinza,
Regozija-se com todos.
O mundo ainda é bom,
Enquanto houverem os amores.
O que se passa em mim?
De onde vem essa fúria,
Crescente e crescente,
Prestes a todos varrer?
O que os anos de rejeição,
Ironias e escárnio,
De chacotas e desilusões,
Fizeram em minha mente?
Quando adentro neste reino,
Meu lado sombrio, negro,
Assustome com o que vejo,
Com as criaturas que bele vivem.
É um precipício profundo,
Inundado de mágoas e dores,
Aonde sempre é noite,
Cheia de sentimentos ruins.
Aproximo-me da borda,
Temendo mergulhar.
Assim vejo as borbulhas fétidas
E delas tento compreender.
Mas já não é suficiente,
O momento se aproxima.
Deverei enfrentar o Mal,
Todo este lado em sombras.
Deverei encarar meus medos,
Debelar minhas dores,
Curar minhas feridas,
Para realmente saber quem sou.
De onde vem essa fúria,
Crescente e crescente,
Prestes a todos varrer?
O que os anos de rejeição,
Ironias e escárnio,
De chacotas e desilusões,
Fizeram em minha mente?
Quando adentro neste reino,
Meu lado sombrio, negro,
Assustome com o que vejo,
Com as criaturas que bele vivem.
É um precipício profundo,
Inundado de mágoas e dores,
Aonde sempre é noite,
Cheia de sentimentos ruins.
Aproximo-me da borda,
Temendo mergulhar.
Assim vejo as borbulhas fétidas
E delas tento compreender.
Mas já não é suficiente,
O momento se aproxima.
Deverei enfrentar o Mal,
Todo este lado em sombras.
Deverei encarar meus medos,
Debelar minhas dores,
Curar minhas feridas,
Para realmente saber quem sou.
É dor, sim é a dor.
Dilacerando a alma,
Arrancando as camadas do corpo,
Descascando-me como a uma cebola.
Que chora ardentemente,
Ao ter destroçado o espírito,
Despedaçado nas rochas agudas,
Dos desfiladeiro da tristeza.
As sombras devoram cada pedaço,
Em diabólico festim,
Banqueteam-se felizes,
Enquanto ardo em dores.
O que sinto carcomendo-me,
Qual a mais vil das doenças,
É o coração secando,
Ao forte vento da solidão.
Dilacerando a alma,
Arrancando as camadas do corpo,
Descascando-me como a uma cebola.
Que chora ardentemente,
Ao ter destroçado o espírito,
Despedaçado nas rochas agudas,
Dos desfiladeiro da tristeza.
As sombras devoram cada pedaço,
Em diabólico festim,
Banqueteam-se felizes,
Enquanto ardo em dores.
O que sinto carcomendo-me,
Qual a mais vil das doenças,
É o coração secando,
Ao forte vento da solidão.
São dores o que eu sinto?
Ou apenas melancolia?
Minha vida cheia de fantasmas,
Assustam-me no escuro da noite.
Quando o sol se despede,
Parece que não voltará.
Vejo-me imerso em trevas,
Com as estrelas no céu a brilhar.
As horas amontoam-se,
Meus sonhos são assombrados,
Na enorme cama encolho-me.
A sós com a solidão.
Com seus dentes cinzentos,
Gargalha alegremente,
Acompanhando-me nas sombras
Que adensam-se no quarto.
Pela janela aberta,
O sopro gelado da tristeza,
Completa o funesto quadro
De um esquizofrênico pintor.
Meu coração dói,
O espírito é atravessado por espinhos.
Na noite escura e solitária,
Lágrimas e soluços.
Ao leste surge a esperança,
Cavalgando nas luzes da aurora,
Afasta de mim a dama de negro.
E no raiar do dia meus fantasmas se vão.
Ou apenas melancolia?
Minha vida cheia de fantasmas,
Assustam-me no escuro da noite.
Quando o sol se despede,
Parece que não voltará.
Vejo-me imerso em trevas,
Com as estrelas no céu a brilhar.
As horas amontoam-se,
Meus sonhos são assombrados,
Na enorme cama encolho-me.
A sós com a solidão.
Com seus dentes cinzentos,
Gargalha alegremente,
Acompanhando-me nas sombras
Que adensam-se no quarto.
Pela janela aberta,
O sopro gelado da tristeza,
Completa o funesto quadro
De um esquizofrênico pintor.
Meu coração dói,
O espírito é atravessado por espinhos.
Na noite escura e solitária,
Lágrimas e soluços.
Ao leste surge a esperança,
Cavalgando nas luzes da aurora,
Afasta de mim a dama de negro.
E no raiar do dia meus fantasmas se vão.
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