Em sua eternidade efêmera
Observam sem viver.
Na sua frieza grandiosa
Riem-se do mundo a sofrer.
Olham para o horizonte...
Sem amor, sem perder.
Olham através dos verdes montes;
Através do morrer.
Oh, Pedras!
Que gozam por não morrer,
Riem-se a dizer:
- Malditos, vivem para nada ter!
Arrasado, lembro-me das rochas...
Imóveis, inabaláveis à dor.
Querendo ser rocha, lembro-me,
Apesar de sofrer,
No mundo ainda tenho
Um pouco de alegria e prazer.
quarta-feira, junho 27, 2007
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