Gostaria que me visses agora...
As lágrimas que derramo nesta noite insone,
Cada uma é um verso em tua homenagem,
Àquela que amo sem conhecer.
Neste quarto escuro e abafado,
Meu alojamento de descanso
Nesta viagem inglória e vã,
Tua imagem vejo sobre minha retina cansada.
Meus olhos vermelhos de pranto,
A alma retorcida de saudade
Por alguém apenas de sonhos,
Que habita em minha imaginação.
Pois de ti tenho apenas indícios,
Um perfume, uma silhueta fugaz,
Um corpo etéreo e sem limites.
Por que te amo tanto, Amada?
Já não tenho mais as Fúrias,
Nem tempestades me assolam.
Tenho a agonia melancólica,
De ter passado nesta vida em vão.
Pois não te tenho aqui comigo,
Neste momento desesperado,
Em que eu clamo por ti às estrelas,
Rasgando o silencioso céu noturno.
Febrilmente escrevo linhas e linhas,
No afã de aliviar este peso de não te ter,
De assim tê-la por perto, mesmo por compaixão.
A cada minuto mais te desejo e necessito.
Perdoe meu comportamento obsessivo,
Contudo os anos estão passando rápido
E ainda não te encontrei, aflijo-me.
Cada instante é uma tortura de espera.
Apenas quero tua companhia...
Para envelhecermos juntos e em família,
Poder saciar teu coração, enquanto sacias o meu.
Apenas isso que peço a cada dia.
segunda-feira, julho 10, 2006
Hoje a noite está mais sombria,
Ando pelas ruas mais perdido.
No coração apertado pela dor,
A melancolia consome todo o calor.
Desde o dia que me renunciei,
Entreguei-me nesta insanidade,
Cada vez vejo-me mais solitário,
Sorvendo, sôfrego, o fel do abandono.
A cada amargo gole, a cada lágrima perdida,
Em cada lasca de coração deixada para trás,
Em cada ilusão romântica que me perco,
Estou mais distante de ti, amada musa...
Minhas palavras estão se esgotando,
No ritmo que minha vida se esvai.
Esta ferida na alma que não cicatriza,
Neste rastro de sangue e amor que deixo.
Parece-me que mais distante estás,
Quanto mais tento encontrar-te.
Meu corpo está cansado e fraco,
Em noites insones de vinho e poesia.
A poesia ardente, é cinza e escória,
Resíduos do consumo desenfreado
Em busca daquela a quem as trovas pertencem.
Apenas colho o sussurro do vento noturno.
Nos becos silenciosos, vagam os perdidos.
Nestes tu não estás, nem nas sacadas vazias,
De casarões vitorianos de sonhos,
Que povoam minha cidade irreal.
Agora é tão tarde para voltar...
Tantos já se foram, partiram sem nada dizer.
Há tanto tempo estou nesta estrada,
Que nem mesmo sei quem sou...
Apenas continuo acordando a cada noite,
Com o meu amor magoado e triste,
Tentanto em vão te buscar, Amada,
Porque para casa não sei mais voltar...
Ando pelas ruas mais perdido.
No coração apertado pela dor,
A melancolia consome todo o calor.
Desde o dia que me renunciei,
Entreguei-me nesta insanidade,
Cada vez vejo-me mais solitário,
Sorvendo, sôfrego, o fel do abandono.
A cada amargo gole, a cada lágrima perdida,
Em cada lasca de coração deixada para trás,
Em cada ilusão romântica que me perco,
Estou mais distante de ti, amada musa...
Minhas palavras estão se esgotando,
No ritmo que minha vida se esvai.
Esta ferida na alma que não cicatriza,
Neste rastro de sangue e amor que deixo.
Parece-me que mais distante estás,
Quanto mais tento encontrar-te.
Meu corpo está cansado e fraco,
Em noites insones de vinho e poesia.
A poesia ardente, é cinza e escória,
Resíduos do consumo desenfreado
Em busca daquela a quem as trovas pertencem.
Apenas colho o sussurro do vento noturno.
Nos becos silenciosos, vagam os perdidos.
Nestes tu não estás, nem nas sacadas vazias,
De casarões vitorianos de sonhos,
Que povoam minha cidade irreal.
Agora é tão tarde para voltar...
Tantos já se foram, partiram sem nada dizer.
Há tanto tempo estou nesta estrada,
Que nem mesmo sei quem sou...
Apenas continuo acordando a cada noite,
Com o meu amor magoado e triste,
Tentanto em vão te buscar, Amada,
Porque para casa não sei mais voltar...
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