Infelizes, abram seus corações,
Nas ruas derramem suas lágrimas.
Aqui estou, o Arauto da Noite,
O que canta as mazelas do sofrer.
Espalhem suas desilusões ao ar,
Deixe que eu as pegue e selecione,
Carinhosamente as recolho,
Enquanto os versos saem a voar.
Alma melancólica que fita
Das janelas, as estrelas frias,
Aquele de espírito saturnino
Admira cada um dos teus suspiros.
Nas asas das sombras
Notívago andarilho,
Coração sem pouso,
Espírito errante e perdido.
Se vindes a mim, igual a ti,
Posso oferecer vinho e mágoa,
Podemos até repartir,
Não sou de falar, mas de ouvir.
Meus poemas se vão vazios,
Quem os preenche são os que lêem,
Com um punhal atravessado
Complementam o que apenas organizei.
sábado, outubro 13, 2007
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