sábado, novembro 08, 2003

O abismo abre-se,
Em queda vertiginosa,
Direto às profundezas.

O rugido dos ventos,
Nas escarpas afiadas,
Rasgando com violência.

O corpo dilacerado, (despedaçando-se)
Choca-se contra as paredes,
Da garganta em trevas.

A perdição, o fim.
O precipício assustador,
Túmulo de culpados e inocentes.

Caindo, caindo ao ar livre.
Tendo acima tristes estrelas,
A liberdade angustiante sente-se.

O sorriso da Morte,
Que o espreita nas fendas,
Até chocar-se definitivamente no chão.

sexta-feira, novembro 07, 2003

Escrevo tanto, tantas linhas,
Ficam aqui perdidas.
À deriva no mar da informação.

São como folhas ao vento,
Balançando-se daqui para lá,
Sem rumo ou direção.

Tantas linhas soltas...
Fico pensando se já percebeste,
O que é o óbvio,
Que todas são escritas para ti.
Qual o sabor de teus lábios?
Não canso de me questionar.
Se são como favos de mel,
E se a textura é de pétalas de rosas.

Se são macios como plumas,
Sensíveis e delicados como miosótis,
Crescendo nas montanhas e
Acarinhados pelo sol da manhã.

Será descritível o gosto?
Haverá palavra que os encerre?
Esses lábios finos e provocantes,
Ativando todos os meus sentimentos.

É a hora!
Enlaço-a num beijo interminável,
Fugaz, dura um instante,
Provo a dádiva dos céus.

Eles são tudo que pensei,
Guardando ainda mais segredos,
Abrindo-se em infinito bouquet,
Que confunde até os experientes.

Experimento com ardor,
A todo o momento que posso,
A iguaria perfeita e escondida,
Em teus lábios lindos e poéticos.