segunda-feira, outubro 16, 2006

O Novo

Toda mudança traz dor.
Coisas antigas que morrem,
Para chegada do novo.
Não importa o quanto demore,
Descendo pelas montanhas,
Qual enxurrada, violenta e mortal,
Rolando as pedras, arrancado as árvores.
Remodelando o relevo,
Levando para sempre o velho,
Ficando apenas as lembranças.

O Novo sempre chega,
Trazendo a renovação.
Para a vida continuar,
Recomeçar e ressurgir.
Mesmo se tudo parece perdido
Os amores, mortos estão,
Há esperança de Ressurreição.

Chega a Primavera, com ela a renovação!

A primavera chega com suas flores e amores,
O ar está perfumado de novidade.
Até este recanto ermo e solitário
Sente o sopro fortedas mudanças.

domingo, outubro 15, 2006

Passado presente

Da série relembrar é viver. Esta poesia foi postada pela primeira vez em abril de 2003 e continua atual, infelizmente.

Tão bela é a vida e o viver,
Que não entendo o pouco valor
Que a eles se dá.

Pois, somos caçados,
Vítimas de outras vítimas,
Nessa cidade insana,
Desejosa de sangue.

E as balas nos esperam
A cada esquina que se dobra,
Como nosso nome gravado
No seu chumbo quente.

Mas quem não tem esperança,
Achando que a vida não teve direito,
Querendo o lucro fácil
Numa multidão de miseráveis.

Coloca uma arma como talismã,
Na cintura ou a tiracolo.
Agora ele é um Homem,
Sobressaindo-se entre todos.

Porém, a bala que tem o meu nome,
Profundamente gravado,
Tem uma irmã desgraçada
Marcada com seu nome.

sexta-feira, outubro 13, 2006

Ich bin der Atem auf deiner Haut,
Ich bin der Samt um deinen Körper,
Ich bun der Kuss in deinem Nacken,
Ich bin der Glanz auf deinen Wimpern.

Ich bin die Fülle deiner Haare,
Ich bin der Winkel deiner Augen,
Bin der Abdruck deiner Finger,
Ich bin der Saft in deinen Adern,
Und Tag für Tag durchströme ich dein Herz.

Lichtgestalt, in deren Schatten ich mich drehe...


A quem se der o trabalho de ler este post, comunico que trata-se do trecho de uma música. Infelizmente ainda não sei alemão suficiente para tentar compor algum verso no idioma de Goethe. Trata-se de Lichtgestalt, do álbum homônimo do Lacrimosa.
Num próximo posto as poesias voltam...