terça-feira, agosto 14, 2007

Vaporosos Sonhos

Poeta tolo e inútil,
Constrói teus castelos com nuvens,
De brumas fazes o cimento,
Adicionando lágrimas e orvalho.

Assim trabalhas toda noite,
Para ver tudo desmoronar
Ao primeiro raio de sol,
Que vem toda manhã.

Ergue teus prédios de sonhos,
Amargurado coração apaixonado;
Teimas em iludi-te sempre
De que restará algo após amanhecer.

Agora, em silêncio, derramas teu pranto,
Assiste o vento desmanchar flocos
De tuas magníficas torres de devaneios,
Poesias para sempre no ar perdidas.

Como cristais do inverno
Derretendo ao sol da primavera,
Lentamente morrendo
Na promessa de um dia voltar.

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