O Sol queima-me as pálpebras...
Desperto, olhos abertos;
Tal e qual um autômato,
Dirijo-me ao espelho
Perguntando sem perguntar,
Sendo respondido sem entender.
Íris contraídas, olhando em frente
Quem é aquele que me olha de lá?
Se sou eu não reconheço,
Os cabelos grisalhos,
No rosto há barba por fazer;
Óculos sujos e embaçados,
Olheiras de noite mal dormida,
Corpo cansado da batalha não vencida,
Na campanha que jamais existiu.
Então, se quem me olha de lá
Nem um pouco de mim é,
Quem ele então é?
Não reconheço as rugas,
O olhar triste e melancólico.
O semblante derrotado e cansado,
Com a sombra da Morte às costas.
Sim, ela que sempre nos acompanha,
Da vida inteira, nossa única certeza,
Tem sido uma fiel companheira,
Ouvindo meus lamentos à noite,
Colhando minhas lágrimas de desilusão.
Ébrio pelo álcool da derrota,
O sorriso dela é meu alento,
Desde que o cálice de fel bebi,
Ao virar-me as costas e dizer: Adeus.
quinta-feira, janeiro 24, 2008
Eis a pedra.
Esse espírito caminha vazio,
As idéias já não mais habitam,
Talvez tenham companhia melhor,
Encontrado quem lhes dê atenção.
A alma está oca, sem nada,
Seu estofo desfez-se no ar,
Como poeira, espalhou-se no caminho.
Assim, o Poeta tornou-se feio,
Tanto que suas Musas o abandonaram,
Mercenárias, vivem dos sentimentos,
Sensações que já não tenho.
Tanto quis virar pedra,
E dor nunca mais sentir,
Que um ser inanimado
Acabei por me tornar.
As idéias já não mais habitam,
Talvez tenham companhia melhor,
Encontrado quem lhes dê atenção.
A alma está oca, sem nada,
Seu estofo desfez-se no ar,
Como poeira, espalhou-se no caminho.
Assim, o Poeta tornou-se feio,
Tanto que suas Musas o abandonaram,
Mercenárias, vivem dos sentimentos,
Sensações que já não tenho.
Tanto quis virar pedra,
E dor nunca mais sentir,
Que um ser inanimado
Acabei por me tornar.
The Nightskye
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http://www.thenightskye.com/index.htm
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