quarta-feira, janeiro 24, 2007

Tantos anos

Tantos buscam o Amor;
Aquele que realiza
Realizando o outro,
Completando os dois.

Amor que o homem habita,
Mesmo escondido na guerra,
Em nossas pequenas batalhas
Que diariamente travamos.

Amor, que ao olhar
Fundo na íris do outro,
Encontra-se gravado indelével
Nas raias coloridas amadas.

Amor companheiro, cúmplice.
Aonde começa? Como inicia?
Tampouco sabe-se,
Apenas com tempo reconhece-se.

O passar dos anos (gotejar do tempo)
Nossa sensibilidade aguça,
Ao paladar matura
Para tal vinho degustar.

Quando jovens éramos,
Tantos erros cometemos.
Mas maiores os acertos;
Ganhamos e perdemos.

Quantas vezes vimos o fim?
Tantas quantas recomeçamos,
A cada uma das crises,
O que construíamos fortalecia.

Hoje, de cabelos encanecidos,
Suavemente acaricio os teus.
Um romântico beijo te dou,
Uma carícia no enrugado rosto recebo.

Sinto ainda hoje a força
Com que nos demos às mãos.
Desde o momento há tantos anos
Que decidimos neste caminho seguir.

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