Carcereiro das Almas Desgraçadas,
Traze-me de voltas às correntes,
Ao meu calcanhar a bola de ferro.
Saí daqui sorrindo e sonhando...
Voltei novamente derrotado,
Como em todas as outras vezes.
Tive novamente meu coração açoitado
Pelo violento chicote da paixão.
Depois lançado ao deserto escaldante,
Na companhia das aves de rapina
Que devoraram quaisquer das esperanças.
Velhos companheiros de infortúnio,
Eis-me aqui, para vossos escárnios.
Cubram-me com o manto de vossas mágoas
Gargalhem de minha sorte, ou falta dela;
Arremessem tudo que de mais vil cobrem vossos pensamentos.
Carrasco ardiloso e cruel,
Algoz de nós os insanos,
Divertindo-se com o nosso sofrer.
Leva-me agora para o cepo,
Utiliza-te de tua mais afiada lâmina,
Para que num só golpe remova,
Este coração tolo que teima em amar.
segunda-feira, agosto 13, 2007
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