Rainha deste coração poético,
Soberana em meus poemas,
Absoluta em todas as odes,
Sempre compostas para ti.
Em meu reino de sombras,
Do céu cinzento e chuvoso,
É o Sol luminoso e brilhante
Que traz alegria e vida.
Querida Musa, Amada,
Que em sonhos acalento,
Espantando tudas dores
Assim como fazes às minhas.
Deixa-me ser teu consorte,
A honra de desposar pela eternidade,
A mais bela de todas as Damas,
Das íris da cor do bôrdo outonal.
Teus olhos são meu refúgio,
Descanso de teu Trovador
Fustigado pelas intempéries do amor,
Renovo minhas energias.
Que meus versos sejam bálsamo,
Das angústias que te afligem.
E meu coração teu abrigo,
Nas horas de tempestade.
Amada, sabes que este poema é somente teu...
domingo, novembro 26, 2006
Vida mortal...
O momento do colapso chegou,
Um coração que bate apaixonado,
Por tantos anos sem fim, à toda,
Ao fim da jornada, está exaurido.
Em meus olhos, o teu reflexo,
Imagem perene do amor,
Indelével no momento da dor,
Sei que estás aqui comigo.
A vida rapidamente se esvai,
A lua argêntea, melancólica,
Observa esta morte, altiva,
Imune ao sofrimento...
Em minha mãos cadavéricas,
Seus dedos finos e calorosos.
Beijo-os pela última vez,
Com os olhos, de lágrimas, turvos.
Teus cacheados cabelos,
Dissolvem-se com teu rosto.
A alvura tudo envolve,
Apenas restam-me sombras.
Último suspiro deste poeta,
Pecador por tanto amar.
Numa noite de primavera,
Ao lado da Amada, meu coração parou.
Um coração que bate apaixonado,
Por tantos anos sem fim, à toda,
Ao fim da jornada, está exaurido.
Em meus olhos, o teu reflexo,
Imagem perene do amor,
Indelével no momento da dor,
Sei que estás aqui comigo.
A vida rapidamente se esvai,
A lua argêntea, melancólica,
Observa esta morte, altiva,
Imune ao sofrimento...
Em minha mãos cadavéricas,
Seus dedos finos e calorosos.
Beijo-os pela última vez,
Com os olhos, de lágrimas, turvos.
Teus cacheados cabelos,
Dissolvem-se com teu rosto.
A alvura tudo envolve,
Apenas restam-me sombras.
Último suspiro deste poeta,
Pecador por tanto amar.
Numa noite de primavera,
Ao lado da Amada, meu coração parou.
Perdição
Ao lado de teu corpo imóvel,
Quando as sombras já se aproximam,
E a vida, lentamente, te abandona
Esfriando teu corpo e turvando os olhos.
Estás junto ao chão de pedras,
Com as órbitas imóveis, ao longe,
Mas sabes que alguém chegou,
Para assistir teu sofrimento.
É teu derradeiro momento,
Vê Deus ou anjos a te esperar?
Ou será que as chamas infernais
É que irão te receber com gala?
Pouco importa-me quem te espera.
Apenas quero ver de bem perto,
Teus últimos estertores e suspiros,
Acompanhar esta lenta agonia.
Quero que a última imagem,
Gravada em tua retina pétrea,
E que carregarás pela eternidade,
Seja de meu sorriso ao ver tua morte!
Quando as sombras já se aproximam,
E a vida, lentamente, te abandona
Esfriando teu corpo e turvando os olhos.
Estás junto ao chão de pedras,
Com as órbitas imóveis, ao longe,
Mas sabes que alguém chegou,
Para assistir teu sofrimento.
É teu derradeiro momento,
Vê Deus ou anjos a te esperar?
Ou será que as chamas infernais
É que irão te receber com gala?
Pouco importa-me quem te espera.
Apenas quero ver de bem perto,
Teus últimos estertores e suspiros,
Acompanhar esta lenta agonia.
Quero que a última imagem,
Gravada em tua retina pétrea,
E que carregarás pela eternidade,
Seja de meu sorriso ao ver tua morte!
À Caçada!
Chore coração tolo e simplório,
Que cai de amores pelas Musas,
Mesmo sabendo que são intangíveis,
São seres do éter, não de matéria.
Agora, a desilusão ronda
Como coruja agourenta,
Com seu pio de horror
Leva consigo todo o alento.
Verta esta dor, converta-a em pranto,
Deixe as lágrimas, livres, rolarem.
Umideçendo o solo seco e estéril
Deste coração ingênuo e bobo.
Fugir! Para as cavernas mais fundas!
Não adianda tentar escapar.
Nem mesmo na rápida morte,
O Acusador me aliviará.
Não existe pior caçador,
Lobo faminto ou coiote assassino,
Que se iguale em fúria matadora,
Às cobranças de meu próprio eu.
Que cai de amores pelas Musas,
Mesmo sabendo que são intangíveis,
São seres do éter, não de matéria.
Agora, a desilusão ronda
Como coruja agourenta,
Com seu pio de horror
Leva consigo todo o alento.
Verta esta dor, converta-a em pranto,
Deixe as lágrimas, livres, rolarem.
Umideçendo o solo seco e estéril
Deste coração ingênuo e bobo.
Fugir! Para as cavernas mais fundas!
Não adianda tentar escapar.
Nem mesmo na rápida morte,
O Acusador me aliviará.
Não existe pior caçador,
Lobo faminto ou coiote assassino,
Que se iguale em fúria matadora,
Às cobranças de meu próprio eu.
quarta-feira, novembro 01, 2006
Ventos
Enquanto meu coração lágrimas verte,
E o mundo continua sua viagem pelo espaço,
As horas amontoam-se numa montanha,
Já não há mais quem a todas conte.
Os mesmos ventos que trazem a alegria,
Em fúrias colossais, deixam destruição.
Enquanto tenho meus ossos removidos,
Escuto os uivos da felicidade pelas frestas.
A vida oscila num pêndulo num poço,
Onde cada segundo é um êxtase,
Cada momento é preenchido pelo terror,
Permanece apenas o vento e sua essência.
Viajante de toda a Terra,
Indo de um pólo ao outro,
Conhece bem aos humanos,
E todas as suas míseras dores.
Ele, que nada ao menos sente,
Nem nos tenta entender,
Com nossas manias e temores,
Trejeitos, orações e mandigas.
Os brados de desespero e agonia,
Gritos de felicidade e alegria,
A todos do mesmo modo trata,
Conduzindo-os incompletos pelo ar.
Ventos que a todos conhece,
Realmente não os invejo.
Prefiro passar pelas mil aflições,
Do que nunca saber o que é um sorriso.
E o mundo continua sua viagem pelo espaço,
As horas amontoam-se numa montanha,
Já não há mais quem a todas conte.
Os mesmos ventos que trazem a alegria,
Em fúrias colossais, deixam destruição.
Enquanto tenho meus ossos removidos,
Escuto os uivos da felicidade pelas frestas.
A vida oscila num pêndulo num poço,
Onde cada segundo é um êxtase,
Cada momento é preenchido pelo terror,
Permanece apenas o vento e sua essência.
Viajante de toda a Terra,
Indo de um pólo ao outro,
Conhece bem aos humanos,
E todas as suas míseras dores.
Ele, que nada ao menos sente,
Nem nos tenta entender,
Com nossas manias e temores,
Trejeitos, orações e mandigas.
Os brados de desespero e agonia,
Gritos de felicidade e alegria,
A todos do mesmo modo trata,
Conduzindo-os incompletos pelo ar.
Ventos que a todos conhece,
Realmente não os invejo.
Prefiro passar pelas mil aflições,
Do que nunca saber o que é um sorriso.
Motivação
Aos poucos escurece,
Este lindo dia de sol adormece.
Volta-se para noite de mistérios,
Das brumas densas e brisa gélida.
Coração solitário vagueia
Pelas ruas ermas e desertas,
Sua busca inglória não cessa,
De tentar amar não desiste.
A melancolia no ar circula,
Deixando densa a atmosfera.
A esperança morre na agonia,
Carcomida como pelo câncer.
Noturno espírito errante,
O que tanto desejas para,
Durante toda a tua vida,
Em meio as decepções, não desistir?
Tua Amada vive em sonhos,
Não há espaço no mundo real,
Para que nele vivam Anjos,
Consolando os que amam demais.
Nesta terra de desterro,
Em meio as tribulações,
Temos apenas uns ao outros,
E na fortaleza de Deus para nos apoiar.
Nada disso que escrevo,
Estas linhas neste papel virtual,
Farão desistir de sua procura,
Alma destinada a Amar.
Este lindo dia de sol adormece.
Volta-se para noite de mistérios,
Das brumas densas e brisa gélida.
Coração solitário vagueia
Pelas ruas ermas e desertas,
Sua busca inglória não cessa,
De tentar amar não desiste.
A melancolia no ar circula,
Deixando densa a atmosfera.
A esperança morre na agonia,
Carcomida como pelo câncer.
Noturno espírito errante,
O que tanto desejas para,
Durante toda a tua vida,
Em meio as decepções, não desistir?
Tua Amada vive em sonhos,
Não há espaço no mundo real,
Para que nele vivam Anjos,
Consolando os que amam demais.
Nesta terra de desterro,
Em meio as tribulações,
Temos apenas uns ao outros,
E na fortaleza de Deus para nos apoiar.
Nada disso que escrevo,
Estas linhas neste papel virtual,
Farão desistir de sua procura,
Alma destinada a Amar.
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