Felicidade que vem cavalgando
Nas cristas das colinas verdes,
Trazendo o Sol em teu flanco,
Vinde como o raio, como a Luz.
Faz meu sorriso acender,
O espírito incandescer
Para depois perder-se.
Campinas secas, de flores enchem-se,
Árvores mortas ressurgem, exuberantes.
O turvo céu brumoso e plúmbeo,
Torna-se límpido e de sedoso azul,
Lençol aonde deitam-se estrelas,
Oceano que o sol majestoso navega.
Tenho o sorriso da Amada na mente,
Materializado bem á frente,
Corações compassados, apaixonados,
Ao balanço da sinfonia da Alegria.
Mas o tempo é curto e vai rápido
Quando se está feliz e sorridente.
A mesma onda que atrai
Será a mesma que repele.
Felicidade que vai cavalgando
Tomas o rumo do Oeste,
Trazes a Lua em tem flanco,
Vem a Noite em teu encalço.
A sonora e fulgurante Luz
Vai-se embora no entardecer.
Felicidade foste embora,
Sozinho nessa penumbra,
Minhas idéias nas sombras,
Meu coração sentindo frio.
O Tempo que era lépido,
Agora é gotejante como lágrima.
A diáfana luz do luar ilumina
A Melancolia, irmã da Felicidade,
Fazendo-me tenra companhia
Enquanto se está no outono.
Breve estarei no inverno...
Coração novamente congelado,
Sentimentos hibernados
Aguardando novo degelo
Num improvável retorno
Da efêmera Felicidade.
terça-feira, maio 13, 2008
Casa Vazia
Já ninguém me espera,
A casa fria e vazia
Tem o hálito da Morte
Que insiste em visitar-me
Noite após noite neste inverno.
Mas nada é tão vazio
Quanto esse coração carcomido,
Que trago selado no meu peito,
Recoberto de tecido morto.
Nada existe perene,
Concluí da pior maneira
Esta funesta constatação,
Nem amores e nem ossos são eternos.
Já não tenho centelha,
Nem fogo algum arde.
Sou uma pilha de cinzas,
Sopradas e espalhadas pelo vento.
Dissipado no ar, atomizado,
Sem lembrança ou saudade
Nem em mim ou em ninguém,
Pois o fim não está próximo,
Ele já se consumou...
A casa fria e vazia
Tem o hálito da Morte
Que insiste em visitar-me
Noite após noite neste inverno.
Mas nada é tão vazio
Quanto esse coração carcomido,
Que trago selado no meu peito,
Recoberto de tecido morto.
Nada existe perene,
Concluí da pior maneira
Esta funesta constatação,
Nem amores e nem ossos são eternos.
Já não tenho centelha,
Nem fogo algum arde.
Sou uma pilha de cinzas,
Sopradas e espalhadas pelo vento.
Dissipado no ar, atomizado,
Sem lembrança ou saudade
Nem em mim ou em ninguém,
Pois o fim não está próximo,
Ele já se consumou...
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