domingo, dezembro 19, 2004

Guarda minhas palavras,
Viajante no mundo inútil:
Conhecimento traz tristeza,
Na obscuridade serás feliz.

A vida é simples,
Isso todos dizem.
Por isso não exija dela
Obrigação em realizar sonhos.

Não têm esta função,
Mas a de viver.
Ela nada entende
De metas, objetivos ou futuro.

Ela está no presente.
O passado é o que foi,
O futuro o que pode ser.
Portanto, apenas viva e ponto.
As pedras rolam,
Esmagam o passado.
Restam rumores,
Vagas imagens.

Peças imaginárias,
De quebra-cabeça inssolúvel.
Os anos passam à janela,
Eu daqui os assisto desfilarem.

Quem me dera ter 15 anos,
Para quando novamente aos 30,
Ter a mesma sensação doída
De viver uma vida não vivida.

domingo, dezembro 12, 2004

De que me valem todas as cores?
E essa alegria que teima em brotar,
Se quem eu amo não se importa?
Melhor morrer de melancolia.

Em meus versos sempre há
Uma lágrima de amor perdido
E uma ponta de mágoa dolorida,
Mesmo atrás do eterno sorriso.

Apaixonei-me pela noite,
Com seus mistérios e tristezas.
Que no seu frio silêncio,
Enterra o coração sofrido.

Nela vivem os párias.
Assim tornei-me um deles,
Louco poeta das madrugadas,
Pela amargura destruído.
Versos esparsos, dispersos,
Sem rumo, diversos.
Versos voláteis, vaporosos,
Esgarçados, amassados.

Éter leva a poesia,
Em deliacada canção.
Sussurra ao ouvido daquela,
Palavras de amor e paixão.

Versos leves e plumosos,
Frágeis, quebradiços.
Versos fugazes, etéreos,
Brumosos. Enfim, versos!

Sopro aos quatro ventos,
Palavras adocicadas e diretas.
Tento teu coração enlaçar,
Eternizá-lo num abraço.

A magia de teus lábios tocar,
Em beijos os aprisionar.
Vão, versos perdidos no ar!
Encontrá-la em qualquer lugar.

Versos enlouquecidos, varridos,
Sem destino, perdidos.
Sigam no rumo certo,
Alcancem-na, pois está perto.

Versos velozes, ferozes,
Dançando pelas estrofes.
Tragam para junto de mim
A musa de lindos olhos.