A madrugada avança,
Já todos silenciam.
Mesmo os mais boêmios,
Sucumbem ao cansaço.
As emoções consumidas,
Como cigarros fumados,
Taças esvaziadas...
A vida é intensa.
Se desgasta, debasta,
Amor incandescente,
Derrete os corações,
Levando-os às cinzas.
Sopradas pelos ventos,
Desfazem-se por aí.
Então nada mais resta.
A noite se despede,
Leva consigo às ilusões.
Momentos felizes e pueris,
Onde parece tudo dar certo.
Até que são escurraçadas,
Contra o chão estilhaçam;
Em um grito de dor de parto,
Delas nos desfazemos,
E somem com o amanhecer.
É a hora de ir, chorar.
Não há mais porque sorrir,
Agora a alegria é morta.
Impiedoso e cruel carrasco,
Assim é a Realidade,
Batendo na porta a avisar:
O tempo dos sonhos acabou!
domingo, junho 20, 2004
O coração vibra, melodioso.
Quer no amor fazer dueto,
A diva ele já escolheu.
Mas isso é segredo seu.
Ele não conta nome, nem quem,
É um amor delicado e cultivado,
Em um jardim secreto que desconheço.
Apenas sei que o ritmo mudou,
Anda cantarolando feliz.
Se pergunto o que aconteceu,
Responde-me com um sorriso.
E quando saio pelas noites,
Ele toma outro rumo, não o meu.
Se tento segui-lo pelas ruas,
Ele não chega a lugar nenhum.
Volta exalando um perfume
Que atormenta os apaixonados.
É o aroma de beijos ardentes,
Trocados, correspondidos, doados.
Ah, coração... Que me aprontas agora?
Quer no amor fazer dueto,
A diva ele já escolheu.
Mas isso é segredo seu.
Ele não conta nome, nem quem,
É um amor delicado e cultivado,
Em um jardim secreto que desconheço.
Apenas sei que o ritmo mudou,
Anda cantarolando feliz.
Se pergunto o que aconteceu,
Responde-me com um sorriso.
E quando saio pelas noites,
Ele toma outro rumo, não o meu.
Se tento segui-lo pelas ruas,
Ele não chega a lugar nenhum.
Volta exalando um perfume
Que atormenta os apaixonados.
É o aroma de beijos ardentes,
Trocados, correspondidos, doados.
Ah, coração... Que me aprontas agora?
O punhal ardente enterrado,
Transpassando o coração.
Assim é a dor da traição,
Uma vil artimanha da vida.
Seu ardil maléfico,
Entregou minha cabeça.
Decepada em uma bandeja,
A frieza da prata maculada.
Apenas pergunto-me:
Qual o motivo para tal?
Provável, foi sem querer,
Num momento sem pensar.
De boas intenções
Asfalta-se a estrada do inferno;
A tragédia ensina,
Na vida só se erra uma vez.
Transpassando o coração.
Assim é a dor da traição,
Uma vil artimanha da vida.
Seu ardil maléfico,
Entregou minha cabeça.
Decepada em uma bandeja,
A frieza da prata maculada.
Apenas pergunto-me:
Qual o motivo para tal?
Provável, foi sem querer,
Num momento sem pensar.
De boas intenções
Asfalta-se a estrada do inferno;
A tragédia ensina,
Na vida só se erra uma vez.
segunda-feira, junho 14, 2004
Mais uma noite...
Às ruas, andarilho!
Sinta o frio vento,
Rasgar os pensamentos.
No candeciar das horas,
Sonhos sendo desfeitos,
Dos escombros renascendo,
Em multiformas possíveis.
Ande sem cessar!
Continua a eterna fuga,
Seja do amor que escapa,
Ou de si mesmo, com medo.
Delire febrilmente,
Vomite versos incandescentes,
Em cada esquina que passar,
Como o cão vadio que é!
Vou zombar de ti,
Andarilho das madrugadas.
Tenho dó e compaixão,
De quem não vive completamente.
Vai, excluído!
Embrenhe-se nas sombras.
Tente esconder-se do algoz,
Pois se te encontro...
Insignificante...
Espalhe por aí teus poemas,
A cada um que encontrar,
Dilacero entre os dentes.
Ah, se contigo esbarro,
Na cara te escarro,
As costelas quebro,
Em violentos pontapés.
Anda, anda! Corra!
Pois pior crítico não há,
Que aquele que te segue.
Eu, a tua própria sombra.
Às ruas, andarilho!
Sinta o frio vento,
Rasgar os pensamentos.
No candeciar das horas,
Sonhos sendo desfeitos,
Dos escombros renascendo,
Em multiformas possíveis.
Ande sem cessar!
Continua a eterna fuga,
Seja do amor que escapa,
Ou de si mesmo, com medo.
Delire febrilmente,
Vomite versos incandescentes,
Em cada esquina que passar,
Como o cão vadio que é!
Vou zombar de ti,
Andarilho das madrugadas.
Tenho dó e compaixão,
De quem não vive completamente.
Vai, excluído!
Embrenhe-se nas sombras.
Tente esconder-se do algoz,
Pois se te encontro...
Insignificante...
Espalhe por aí teus poemas,
A cada um que encontrar,
Dilacero entre os dentes.
Ah, se contigo esbarro,
Na cara te escarro,
As costelas quebro,
Em violentos pontapés.
Anda, anda! Corra!
Pois pior crítico não há,
Que aquele que te segue.
Eu, a tua própria sombra.
A vida têm tristezas,
Não há como evitar.
Nem sempre o sol nasce,
Ficamos sós na tempestade.
Então as lágrimas rolam,
Caem solitárias no escuro.
Não há ninguém para ouvir,
Muito menos se importando.
Entretanto não dura sempre.
Quando menos se espera,
A luz rompe as espessas nuvens,
Iluminando um corpo maltratado.
As chagas cicatrizam.
O tempo é santo ungüento,
Deixando apenas marcas
Profundas ou tênues.
Quando olho as cicatrizes,
Cada corte na carne,
Toda vez que o coração quebrou,
Ou que desfizeram-se os sonhos...
Em cada, uma história.
É a minha vida que conta-se.
Por elas já muito chorei,
Hoje delas eu sorrio orgulhoso.
Não há como evitar.
Nem sempre o sol nasce,
Ficamos sós na tempestade.
Então as lágrimas rolam,
Caem solitárias no escuro.
Não há ninguém para ouvir,
Muito menos se importando.
Entretanto não dura sempre.
Quando menos se espera,
A luz rompe as espessas nuvens,
Iluminando um corpo maltratado.
As chagas cicatrizam.
O tempo é santo ungüento,
Deixando apenas marcas
Profundas ou tênues.
Quando olho as cicatrizes,
Cada corte na carne,
Toda vez que o coração quebrou,
Ou que desfizeram-se os sonhos...
Em cada, uma história.
É a minha vida que conta-se.
Por elas já muito chorei,
Hoje delas eu sorrio orgulhoso.
domingo, junho 13, 2004
Noites estreladas de boemia,
De vinho, enchem-se as taças.
Os corações repudiados,
De amor sofrem, solitários.
No salão iluminado,
As brumas dos cigarros,
Encobrem rostos e feições,
Obscurecem os sentimentos.
O coração à noite congela,
Castigado pelos frios ventos,
A poesia endurece, encarquilha.
Não há paixão que resista.
Então, o grito de socorro
Emudece na garganta seca.
Não há quem ajude na desgraça,
Da solidão em noite enluarada.
De vinho, enchem-se as taças.
Os corações repudiados,
De amor sofrem, solitários.
No salão iluminado,
As brumas dos cigarros,
Encobrem rostos e feições,
Obscurecem os sentimentos.
O coração à noite congela,
Castigado pelos frios ventos,
A poesia endurece, encarquilha.
Não há paixão que resista.
Então, o grito de socorro
Emudece na garganta seca.
Não há quem ajude na desgraça,
Da solidão em noite enluarada.
sábado, junho 12, 2004
Tens os olhos mais belos,
Feitos para se admirar.
Escrevam sobre eles os poetas,
Transcrevam em versos, se possível.
Nem mais cito de meus sonhos,
Pois sempre lá estão. Vivos.
Não digo por repetitivo,
Numa roda que sempre gira.
Ah, tu me deixas tonto...
Por isso a razão perco,
Entre desvarios imaginários,
Desta monótona realidade.
Os caminhos do lirismo
Sempre me levam a ti.
Torno a repetir a dose,
Já nem mais dá para sentir.
Se eu te amo? Como dizer?
Mantido em animação suspensa.
Quando tenho chance, não vejo;
Quando vejo... Não há mais chance.
Feitos para se admirar.
Escrevam sobre eles os poetas,
Transcrevam em versos, se possível.
Nem mais cito de meus sonhos,
Pois sempre lá estão. Vivos.
Não digo por repetitivo,
Numa roda que sempre gira.
Ah, tu me deixas tonto...
Por isso a razão perco,
Entre desvarios imaginários,
Desta monótona realidade.
Os caminhos do lirismo
Sempre me levam a ti.
Torno a repetir a dose,
Já nem mais dá para sentir.
Se eu te amo? Como dizer?
Mantido em animação suspensa.
Quando tenho chance, não vejo;
Quando vejo... Não há mais chance.
segunda-feira, junho 07, 2004
Se te quero, espero-te.
O tempo que for,
Da maneira que der.
Fico no caminho por ti.
Nesse oceano castanho,
Dos olhos misteriosos,
Algumas vezes tristes
Em muitas outras felizes.
Menina, de modos dengosos,
Como quem brinca, flerta.
Deste jogo quero participar,
Com altas apostas a pagar.
Por ti vale a pena aguardar,
No compasso da espera ficar.
Ainda que seja doloroso
Como andar entre as pedras.
O tempo que for,
Da maneira que der.
Fico no caminho por ti.
Nesse oceano castanho,
Dos olhos misteriosos,
Algumas vezes tristes
Em muitas outras felizes.
Menina, de modos dengosos,
Como quem brinca, flerta.
Deste jogo quero participar,
Com altas apostas a pagar.
Por ti vale a pena aguardar,
No compasso da espera ficar.
Ainda que seja doloroso
Como andar entre as pedras.
A vida em um segundo,
Na fração de tempo
Que vai, nunca volta.
Em um instante apenas,
Tudo pode ser, nada é.
O momento é agora,
O depois é ilusão.
Por isso quero-te agora!
De qualquer jeito,
Em qualquer lugar,
Não importa a hora.
Se há de ser um beijo,
Um simples roçar de lábios
Num esbarrão fortuito,
Já dá para começar.
Quando dou as costas,
Quero mesmo é voltar.
Perde-me em teus olhos,
Para ao teu lado me encontrar
Quando embarco para casa,
Meu coração deixo na estrada.
Por favor, venha buscá-lo...
Não deixe a história se acabar.
Na fração de tempo
Que vai, nunca volta.
Em um instante apenas,
Tudo pode ser, nada é.
O momento é agora,
O depois é ilusão.
Por isso quero-te agora!
De qualquer jeito,
Em qualquer lugar,
Não importa a hora.
Se há de ser um beijo,
Um simples roçar de lábios
Num esbarrão fortuito,
Já dá para começar.
Quando dou as costas,
Quero mesmo é voltar.
Perde-me em teus olhos,
Para ao teu lado me encontrar
Quando embarco para casa,
Meu coração deixo na estrada.
Por favor, venha buscá-lo...
Não deixe a história se acabar.
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