segunda-feira, junho 14, 2004

A vida têm tristezas,
Não há como evitar.
Nem sempre o sol nasce,
Ficamos sós na tempestade.

Então as lágrimas rolam,
Caem solitárias no escuro.
Não há ninguém para ouvir,
Muito menos se importando.

Entretanto não dura sempre.
Quando menos se espera,
A luz rompe as espessas nuvens,
Iluminando um corpo maltratado.

As chagas cicatrizam.
O tempo é santo ungüento,
Deixando apenas marcas
Profundas ou tênues.

Quando olho as cicatrizes,
Cada corte na carne,
Toda vez que o coração quebrou,
Ou que desfizeram-se os sonhos...

Em cada, uma história.
É a minha vida que conta-se.
Por elas já muito chorei,
Hoje delas eu sorrio orgulhoso.

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