domingo, junho 20, 2004

O punhal ardente enterrado,
Transpassando o coração.
Assim é a dor da traição,
Uma vil artimanha da vida.

Seu ardil maléfico,
Entregou minha cabeça.
Decepada em uma bandeja,
A frieza da prata maculada.

Apenas pergunto-me:
Qual o motivo para tal?
Provável, foi sem querer,
Num momento sem pensar.

De boas intenções
Asfalta-se a estrada do inferno;
A tragédia ensina,
Na vida só se erra uma vez.

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