sábado, junho 12, 2004

Tens os olhos mais belos,
Feitos para se admirar.
Escrevam sobre eles os poetas,
Transcrevam em versos, se possível.

Nem mais cito de meus sonhos,
Pois sempre lá estão. Vivos.
Não digo por repetitivo,
Numa roda que sempre gira.

Ah, tu me deixas tonto...
Por isso a razão perco,
Entre desvarios imaginários,
Desta monótona realidade.

Os caminhos do lirismo
Sempre me levam a ti.
Torno a repetir a dose,
Já nem mais dá para sentir.

Se eu te amo? Como dizer?
Mantido em animação suspensa.
Quando tenho chance, não vejo;
Quando vejo... Não há mais chance.

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