domingo, junho 20, 2004

A madrugada avança,
Já todos silenciam.
Mesmo os mais boêmios,
Sucumbem ao cansaço.
As emoções consumidas,
Como cigarros fumados,
Taças esvaziadas...
A vida é intensa.
Se desgasta, debasta,
Amor incandescente,
Derrete os corações,
Levando-os às cinzas.
Sopradas pelos ventos,
Desfazem-se por aí.
Então nada mais resta.
A noite se despede,
Leva consigo às ilusões.
Momentos felizes e pueris,
Onde parece tudo dar certo.
Até que são escurraçadas,
Contra o chão estilhaçam;
Em um grito de dor de parto,
Delas nos desfazemos,
E somem com o amanhecer.
É a hora de ir, chorar.
Não há mais porque sorrir,
Agora a alegria é morta.
Impiedoso e cruel carrasco,
Assim é a Realidade,
Batendo na porta a avisar:
O tempo dos sonhos acabou!

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