Noites estreladas de boemia,
De vinho, enchem-se as taças.
Os corações repudiados,
De amor sofrem, solitários.
No salão iluminado,
As brumas dos cigarros,
Encobrem rostos e feições,
Obscurecem os sentimentos.
O coração à noite congela,
Castigado pelos frios ventos,
A poesia endurece, encarquilha.
Não há paixão que resista.
Então, o grito de socorro
Emudece na garganta seca.
Não há quem ajude na desgraça,
Da solidão em noite enluarada.
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