domingo, fevereiro 08, 2004

O que se passa em mim?
De onde vem essa fúria,
Crescente e crescente,
Prestes a todos varrer?

O que os anos de rejeição,
Ironias e escárnio,
De chacotas e desilusões,
Fizeram em minha mente?

Quando adentro neste reino,
Meu lado sombrio, negro,
Assustome com o que vejo,
Com as criaturas que bele vivem.

É um precipício profundo,
Inundado de mágoas e dores,
Aonde sempre é noite,
Cheia de sentimentos ruins.

Aproximo-me da borda,
Temendo mergulhar.
Assim vejo as borbulhas fétidas
E delas tento compreender.

Mas já não é suficiente,
O momento se aproxima.
Deverei enfrentar o Mal,
Todo este lado em sombras.

Deverei encarar meus medos,
Debelar minhas dores,
Curar minhas feridas,
Para realmente saber quem sou.

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