O que se passa em mim?
De onde vem essa fúria,
Crescente e crescente,
Prestes a todos varrer?
O que os anos de rejeição,
Ironias e escárnio,
De chacotas e desilusões,
Fizeram em minha mente?
Quando adentro neste reino,
Meu lado sombrio, negro,
Assustome com o que vejo,
Com as criaturas que bele vivem.
É um precipício profundo,
Inundado de mágoas e dores,
Aonde sempre é noite,
Cheia de sentimentos ruins.
Aproximo-me da borda,
Temendo mergulhar.
Assim vejo as borbulhas fétidas
E delas tento compreender.
Mas já não é suficiente,
O momento se aproxima.
Deverei enfrentar o Mal,
Todo este lado em sombras.
Deverei encarar meus medos,
Debelar minhas dores,
Curar minhas feridas,
Para realmente saber quem sou.
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