Vibram as cordas do bandolim,
Enchendo de estrelas o ar.
A batida leve do pandeiro,
Dita o ritmo deste sabor malandro.
São os violões sensuais ao luar,
Com suas maravilhosas vozes,
Em perfeita harmonia
Na cadência da melodia.
Na música alegre e pueril,
Com gosto de noite e boemia.
É a festa dos instrumentos;
Sambam a flauta e o violino.
Tens o nome de choro,
Mas nada remete à lágrimas.
É a música da amizade,
Do gingado e da leveza.
Nada tens de triste,
Segue pelo tempo, alegrando-nos
Sem envelhecer ou morrer.
É o som da virtuose brasileira.
Abraçaram-te Chiquinha,
Jacob, Nazareth, Villa-Lobos.
Altamiro e o Pixinguinha,
Além dos anônimos que moldaram-te.
Faze-nos ficar Carinhoso,
Ao lembrar do Odeon, Naquele Tempo.
Na dança da morena Brejeira
Com gosto de Doce de Côco.
Não há tristeza que resista,
Nas notas que trazem sorriso.
A esperança infantil renasce,
Na suavidade da roda de chorinho.
(Quem já foi sabe. Uma roda de Choro é como fazer o Sol participar da deliciosa noite. São mais de 150 anos de um ritmo genuinamente nacional)
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