São dores o que eu sinto?
Ou apenas melancolia?
Minha vida cheia de fantasmas,
Assustam-me no escuro da noite.
Quando o sol se despede,
Parece que não voltará.
Vejo-me imerso em trevas,
Com as estrelas no céu a brilhar.
As horas amontoam-se,
Meus sonhos são assombrados,
Na enorme cama encolho-me.
A sós com a solidão.
Com seus dentes cinzentos,
Gargalha alegremente,
Acompanhando-me nas sombras
Que adensam-se no quarto.
Pela janela aberta,
O sopro gelado da tristeza,
Completa o funesto quadro
De um esquizofrênico pintor.
Meu coração dói,
O espírito é atravessado por espinhos.
Na noite escura e solitária,
Lágrimas e soluços.
Ao leste surge a esperança,
Cavalgando nas luzes da aurora,
Afasta de mim a dama de negro.
E no raiar do dia meus fantasmas se vão.
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