domingo, abril 27, 2003

Vejo-me sozinho
Em mais este
Doloroso momento.

Pois a minha sombra,
Agora já caminha sozinha,
E na vida sigo só.

O vazio é a pior sensação,
Com sabor de estragado,
Olha-se para trás...
Somente poeira.

À frente?
O desconhecido...

Solidão é o vácuo,
De não haver mais ninguém,
Apenas lampejos de vida.

E nos risos e conversas,
Encontro-me solitário e avesso.
As peças foram retiradas,
Tão sutilmente, nem percebi.

Meu solhos abriram-se
Para chorar por todas as perdas.
Desilusões e delírios,
Passado traduzido no presente,
Repleto de ausência e solidão.

0 comentários: