domingo, abril 27, 2003

Tão bela és, ó Musa,
Nada é comparável,
Visto todo o brilho
Derramado por ti.

Em minhas veias
O sangue corre, quente,
Usinado nas entranhas
Deste amor fundente.

Pois o que tocas,
Resplandece e se aviva,
Como magistral mágica,
Que somente as deusas são capazes.

Talvez meus olhos estejam fechados
E a minha razão obscurecida,
Pela loucura da paixão,
E eu não consiga te discernir.

Porém, o grande momento,
É a entrega em um mergulho
Ao vazio em queda livre, sem medo,
Nos abismos encantados do amor.

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