domingo, abril 27, 2003

Flores negras e mortas
São marcas sombrias
Deixadas sobre a tumba
Do coração triste.

Que desfazem-se em pó,
Sob o suspiro da brisa,
Que corre desesperada
Nos bosques silenciosos.

As estrelas pontilham o céu,
O véu da mortalha,
Aprisiona e acorrenta
A alma atormentada.

Flores secas, noturnas,
Tingidas em trevas.
Soturnas sombras
Aos pés da lápide.

No tardar da hora,
Com silêncio concreto,
Marmóreo e suspenso,
Flores despedaçadas.

Marcando e sinalizando
O terreno desgraçado,
Proibido e amaldiçoado
Aonde jaz o coração aflito.

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