domingo, abril 06, 2003

Tão bela é a vida e o viver,
Que não entendo o pouco valor
Que a eles se dá.

Pois, somos caçados,
Vítimas de outras vítimas,
Nessa cidade insana,
Desejosa de sangue.

E as balas nos esperam
A cada esquina que se dobra,
Como nosso nome gravado
No seu chumbo quente.

Mas quem não tem esperança,
Achando que a vida não teve direito,
Querendo o lucro fácil
Numa multidão de miseráveis.

Coloca uma arma como talismã,
Na cintura ou a tiracolo.
Agora ele é um Homem,
Sobressaindo-se entre todos.

Porém, a bala que tem o meu nome,
Profundamente gravado,
Tem uma irmã desgraçada
Marcada com seu nome.

0 comentários: