domingo, novembro 26, 2006

À Caçada!

Chore coração tolo e simplório,
Que cai de amores pelas Musas,
Mesmo sabendo que são intangíveis,
São seres do éter, não de matéria.

Agora, a desilusão ronda
Como coruja agourenta,
Com seu pio de horror
Leva consigo todo o alento.

Verta esta dor, converta-a em pranto,
Deixe as lágrimas, livres, rolarem.
Umideçendo o solo seco e estéril
Deste coração ingênuo e bobo.

Fugir! Para as cavernas mais fundas!
Não adianda tentar escapar.
Nem mesmo na rápida morte,
O Acusador me aliviará.

Não existe pior caçador,
Lobo faminto ou coiote assassino,
Que se iguale em fúria matadora,
Às cobranças de meu próprio eu.

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