Enquanto meu coração lágrimas verte,
E o mundo continua sua viagem pelo espaço,
As horas amontoam-se numa montanha,
Já não há mais quem a todas conte.
Os mesmos ventos que trazem a alegria,
Em fúrias colossais, deixam destruição.
Enquanto tenho meus ossos removidos,
Escuto os uivos da felicidade pelas frestas.
A vida oscila num pêndulo num poço,
Onde cada segundo é um êxtase,
Cada momento é preenchido pelo terror,
Permanece apenas o vento e sua essência.
Viajante de toda a Terra,
Indo de um pólo ao outro,
Conhece bem aos humanos,
E todas as suas míseras dores.
Ele, que nada ao menos sente,
Nem nos tenta entender,
Com nossas manias e temores,
Trejeitos, orações e mandigas.
Os brados de desespero e agonia,
Gritos de felicidade e alegria,
A todos do mesmo modo trata,
Conduzindo-os incompletos pelo ar.
Ventos que a todos conhece,
Realmente não os invejo.
Prefiro passar pelas mil aflições,
Do que nunca saber o que é um sorriso.
quarta-feira, novembro 01, 2006
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