O momento do colapso chegou,
Um coração que bate apaixonado,
Por tantos anos sem fim, à toda,
Ao fim da jornada, está exaurido.
Em meus olhos, o teu reflexo,
Imagem perene do amor,
Indelével no momento da dor,
Sei que estás aqui comigo.
A vida rapidamente se esvai,
A lua argêntea, melancólica,
Observa esta morte, altiva,
Imune ao sofrimento...
Em minha mãos cadavéricas,
Seus dedos finos e calorosos.
Beijo-os pela última vez,
Com os olhos, de lágrimas, turvos.
Teus cacheados cabelos,
Dissolvem-se com teu rosto.
A alvura tudo envolve,
Apenas restam-me sombras.
Último suspiro deste poeta,
Pecador por tanto amar.
Numa noite de primavera,
Ao lado da Amada, meu coração parou.
domingo, novembro 26, 2006
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