Muito vinho já bebido.
Litros de café sorvidos,
Perante a tela pixelizada.
O Trovador que tanto andou,
Sem nunca encontrar pouso,
Permanece ainda andarilho,
Contudo já não seguia estes caminhos.
O roto caderno de memórias
Havia há muito abandonado,
Na tentativa de esquecer,
As agruras dos solitários.
Tentou dar adeus às tristezas,
A grande melancolia que o possui.
Partiu na busca não mais de amores,
Mas de uma outra existência,
Que também nunca viu...
Pelas searas que andou,
De taberna em taberna,
Sorrriu e se esvaziou,
Até restar apenas uma casca.
Sem sentimentos ou dor,
Mas também sem poesia ou ardor.
Hoje faço seu reencontro,
Com os poemas que ao mar lançou.
Ainda há páginas vazias
Clamando serem preenchidas,
Memórias da vida mundana,
Sem musas ou loucas buscas.
Porém, contra a natureza
E seus instintos, ninguém luta.
Assim, o Trovador ao aqui voltar,
Vê retornar tudo aquilo que ama
E que havia deixado para trás.


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