segunda-feira, julho 10, 2006

Gostaria que me visses agora...
As lágrimas que derramo nesta noite insone,
Cada uma é um verso em tua homenagem,
Àquela que amo sem conhecer.

Neste quarto escuro e abafado,
Meu alojamento de descanso
Nesta viagem inglória e vã,
Tua imagem vejo sobre minha retina cansada.

Meus olhos vermelhos de pranto,
A alma retorcida de saudade
Por alguém apenas de sonhos,
Que habita em minha imaginação.

Pois de ti tenho apenas indícios,
Um perfume, uma silhueta fugaz,
Um corpo etéreo e sem limites.
Por que te amo tanto, Amada?

Já não tenho mais as Fúrias,
Nem tempestades me assolam.
Tenho a agonia melancólica,
De ter passado nesta vida em vão.

Pois não te tenho aqui comigo,
Neste momento desesperado,
Em que eu clamo por ti às estrelas,
Rasgando o silencioso céu noturno.

Febrilmente escrevo linhas e linhas,
No afã de aliviar este peso de não te ter,
De assim tê-la por perto, mesmo por compaixão.
A cada minuto mais te desejo e necessito.

Perdoe meu comportamento obsessivo,
Contudo os anos estão passando rápido
E ainda não te encontrei, aflijo-me.
Cada instante é uma tortura de espera.

Apenas quero tua companhia...
Para envelhecermos juntos e em família,
Poder saciar teu coração, enquanto sacias o meu.
Apenas isso que peço a cada dia.

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