Já ninguém me espera,
A casa fria e vazia
Tem o hálito da Morte
Que insiste em visitar-me
Noite após noite neste inverno.
Mas nada é tão vazio
Quanto esse coração carcomido,
Que trago selado no meu peito,
Recoberto de tecido morto.
Nada existe perene,
Concluí da pior maneira
Esta funesta constatação,
Nem amores e nem ossos são eternos.
Já não tenho centelha,
Nem fogo algum arde.
Sou uma pilha de cinzas,
Sopradas e espalhadas pelo vento.
Dissipado no ar, atomizado,
Sem lembrança ou saudade
Nem em mim ou em ninguém,
Pois o fim não está próximo,
Ele já se consumou...
terça-feira, maio 13, 2008
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