Tão bela é a vida e o viver,
Que não entendo o pouco valor
Que a eles se dá.
Pois, somos caçados,
Vítimas de outras vítimas,
Nessa cidade insana,
Desejosa de sangue.
E as balas nos esperam
A cada esquina que se dobra,
Como nosso nome gravado
No seu chumbo quente.
Mas quem não tem esperança,
Achando que a vida não teve direito,
Querendo o lucro fácil
Numa multidão de miseráveis.
Coloca uma arma como talismã,
Na cintura ou a tiracolo.
Agora ele é um Homem,
Sobressaindo-se entre todos.
Porém, a bala que tem o meu nome,
Profundamente gravado,
Tem uma irmã desgraçada
Marcada com seu nome.
domingo, outubro 15, 2006
Passado presente
Da série relembrar é viver. Esta poesia foi postada pela primeira vez em abril de 2003 e continua atual, infelizmente.
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