De que me valem todas as cores?
E essa alegria que teima em brotar,
Se quem eu amo não se importa?
Melhor morrer de melancolia.
Em meus versos sempre há
Uma lágrima de amor perdido
E uma ponta de mágoa dolorida,
Mesmo atrás do eterno sorriso.
Apaixonei-me pela noite,
Com seus mistérios e tristezas.
Que no seu frio silêncio,
Enterra o coração sofrido.
Nela vivem os párias.
Assim tornei-me um deles,
Louco poeta das madrugadas,
Pela amargura destruído.
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