sábado, junho 20, 2009

Desconhecido

Quem pode conhecer-me,
Se nem meu eu profundo,
Sabe quem sou eu?

O que caminha, cabisbaixo,
Com coração amargurado,
Eremita decidido,
Solitário infeliz.

O que olha sorrindo
Para a doce ilusão,
Acampa sb estrelas,
Brinca de sombras e trevas.

O que uiva para a Lua,
Lágrimas frias ao chão.
Do poema aflito, desesperado,
Clamando pela salvação.

O que brinca de trovador,
Um moderno Casanova,
Em eterna corte às Musas,
Ao coração delas alegrando.

Quem é aquele que escreve?
O amante radioso?
O covarde odioso?

Quem pode saber quem é,
O poeta em sua fantasia,
Se nem mesmo ele
Capaz é de dizer quem é?

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