Dança a pena sobre o papel,
Em seu suave balé com o versos,
Bailando com as palavras, rodopia.
Desce pelas linhas, fluida.
Na languidez do traço do poema
Incorpora sentimentos tão tenros,
Emoções fortes e agressivas.
Com sua unha, ao pergaminho arranha,
Cava-lhe sulcos na pele macia,
Aspergindo e injetando tinta e cor,
Marcando-a como tatuagem.
Dance, salte e rodopie!
Entre os dedos de quem conduz,
Escorrendo, desfalece, reergue,
Diverte-se, esquece da métrica.
Escreves então tua música,
Em cada passo, movimento rítmico.
Não cansas no ágeis saltos,
Nem escorregas quando a inspiração se vai.
Mantem-se firme e decidida,
Ao cavalheiro que te guia neste salão
Confias cegamente teu destino,
Até que ele diga: Enfim, acabou!
Então repousas e dormes,
Até que venha a próxima dança.
quinta-feira, abril 02, 2009
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