Nesta canção de amor
Que não exista dor,
Mas apenas a delicada cor
Do sublime sentimento em flor.
Cante-se a beleza da primavera,
A frutificação do amor perene,
O fim da agonia e das mágoas
Levadas pelo rio com águas de degelo.
Expectativas e esperanças
Em vossos cantos quietas ficai.
Permitis que a canção prossiga
Sem empecilhos ou obrigações.
Deixai o poema escorrer,
Gotejando como chuva fina,
Que alegria a alguns corações traz,
Lavando a poeira de paixões perdidas.
quarta-feira, janeiro 24, 2007
Novamente a Lua
Ah, Lua! Passas no ceu incólume,
Iluminando igualmente, sem distinção,
Tanto enamorados quanto os solitários.
Traz em teus sedosos raios
Sorrisos em alguns;
Lágrimas em outros.
A dor contundente
Que no peito trago,
À tua luz argêntea,
Ganha contornos etéreos.
Meu uivo te dirijo,
Assim como em todas as noites.
Segue-me para sempre,
Não abandone-me jamais.
És tu a musa que não se esvai.
Vem a mim todas as noites,
Trazendo alento à dor,
Acariciando minhas chagas.
Mesmo assim meu espírito,
Tranquilo nunca dorme,
Pois nem mesmo tu, deusa de prata,
Consegue saciar minha sede de amar.
Parto em minhas viagens,
Machucando tantas, ferindo-me outras.
Quando volto, cicatrizes,
A ti novos uivos aflitos.
Incansável, volta-te para mim,
Como te voltas para todos os outros:
Aqueles exultantes de alegria,
Quanto aqueles em mágoas perdidos.
Iluminando igualmente, sem distinção,
Tanto enamorados quanto os solitários.
Traz em teus sedosos raios
Sorrisos em alguns;
Lágrimas em outros.
A dor contundente
Que no peito trago,
À tua luz argêntea,
Ganha contornos etéreos.
Meu uivo te dirijo,
Assim como em todas as noites.
Segue-me para sempre,
Não abandone-me jamais.
És tu a musa que não se esvai.
Vem a mim todas as noites,
Trazendo alento à dor,
Acariciando minhas chagas.
Mesmo assim meu espírito,
Tranquilo nunca dorme,
Pois nem mesmo tu, deusa de prata,
Consegue saciar minha sede de amar.
Parto em minhas viagens,
Machucando tantas, ferindo-me outras.
Quando volto, cicatrizes,
A ti novos uivos aflitos.
Incansável, volta-te para mim,
Como te voltas para todos os outros:
Aqueles exultantes de alegria,
Quanto aqueles em mágoas perdidos.
Tantos anos
Tantos buscam o Amor;
Aquele que realiza
Realizando o outro,
Completando os dois.
Amor que o homem habita,
Mesmo escondido na guerra,
Em nossas pequenas batalhas
Que diariamente travamos.
Amor, que ao olhar
Fundo na íris do outro,
Encontra-se gravado indelével
Nas raias coloridas amadas.
Amor companheiro, cúmplice.
Aonde começa? Como inicia?
Tampouco sabe-se,
Apenas com tempo reconhece-se.
O passar dos anos (gotejar do tempo)
Nossa sensibilidade aguça,
Ao paladar matura
Para tal vinho degustar.
Quando jovens éramos,
Tantos erros cometemos.
Mas maiores os acertos;
Ganhamos e perdemos.
Quantas vezes vimos o fim?
Tantas quantas recomeçamos,
A cada uma das crises,
O que construíamos fortalecia.
Hoje, de cabelos encanecidos,
Suavemente acaricio os teus.
Um romântico beijo te dou,
Uma carícia no enrugado rosto recebo.
Sinto ainda hoje a força
Com que nos demos às mãos.
Desde o momento há tantos anos
Que decidimos neste caminho seguir.
Aquele que realiza
Realizando o outro,
Completando os dois.
Amor que o homem habita,
Mesmo escondido na guerra,
Em nossas pequenas batalhas
Que diariamente travamos.
Amor, que ao olhar
Fundo na íris do outro,
Encontra-se gravado indelével
Nas raias coloridas amadas.
Amor companheiro, cúmplice.
Aonde começa? Como inicia?
Tampouco sabe-se,
Apenas com tempo reconhece-se.
O passar dos anos (gotejar do tempo)
Nossa sensibilidade aguça,
Ao paladar matura
Para tal vinho degustar.
Quando jovens éramos,
Tantos erros cometemos.
Mas maiores os acertos;
Ganhamos e perdemos.
Quantas vezes vimos o fim?
Tantas quantas recomeçamos,
A cada uma das crises,
O que construíamos fortalecia.
Hoje, de cabelos encanecidos,
Suavemente acaricio os teus.
Um romântico beijo te dou,
Uma carícia no enrugado rosto recebo.
Sinto ainda hoje a força
Com que nos demos às mãos.
Desde o momento há tantos anos
Que decidimos neste caminho seguir.
sexta-feira, janeiro 12, 2007
Amor colorido
Por que rimar amor com dor?
Por que não combinar com alegria?
Se há drama, por acaso, é atraente?
Vou rimar amor com cor.
Vindo da ausência de cor,
Após pelo arco-íris passar,
Sem desejo de nada mais ver,
Apenas se quer sobreviver.
Qual o tom do amor?
A matiz é furta-cor.
Tudo começa azul,
Entre sorrisos delicados,
Beijos inseguros ou roubados.
Carícias são trocadas,
A esperança com seu verde
Traz alento ao coração:
- Desta vez vai tudo dar certo!
Diz-se quando antigas dores doem
Num lúgubre lembrete,
Tal mantra positivo e supersticioso.
Amarelo como um amanhecer,
Vem chegando o amor,
Por sobre as altas montanhas,
Tomando as planícies em sombras.
Então as flores adormecidas
Despertam em beleza e cor.
Uma explosão de vida
Entre cantar de pássaros
E céu límpido, sem nuvens.
O espírito torna-se brasa,
Como teus incandescentes lábios.
É o fulgor da paixão, violência do amor,
Tinge de vermelho o coração,
Sangue pulsando firme nas veias.
O mundo é tomado de chamas.
Que esmaecem, cedo ou tarde,
As labaredas extinguem-se.
Nas planícies apenas cinzas,
No horizonte vai longe
O alaranjado do incêndio
Então anoitece na vida,
O ar cheirando a queimado,
Sensação incômoda no peito.
O amor está apagando-se,
Como vela toda consumida,
Incenso ao completo findar-se.
Todas as nuanças se esvaem,
As telas são apagadas pelo vento,
As lembranças ainda resistem,
Porém pelo tempo são corroídas,
Deixando à mostra os ossos,
Alterando todas suas formas.
Retornei à ausência de cor...
No círculo vicioso da história,
Amor apenas rimou com dor,
Tendo as cores como alegoria.
Talvez amor não confraternize
Com alegria ou sentimento bom.
O drama por fim prevaleceu...
Não, impossível aceitar!
Em trevas imerso ficar?
Jamais! Não devo acreditar.
Faço de poema nova tentativa:
Por que ainda rimar amor com dor?
Por que simples não é combinar com alegria?
Se há drama, por acaso, é atraente?
Vou rimar amor com cor!
...
Por que não combinar com alegria?
Se há drama, por acaso, é atraente?
Vou rimar amor com cor.
Vindo da ausência de cor,
Após pelo arco-íris passar,
Sem desejo de nada mais ver,
Apenas se quer sobreviver.
Qual o tom do amor?
A matiz é furta-cor.
Tudo começa azul,
Entre sorrisos delicados,
Beijos inseguros ou roubados.
Carícias são trocadas,
A esperança com seu verde
Traz alento ao coração:
- Desta vez vai tudo dar certo!
Diz-se quando antigas dores doem
Num lúgubre lembrete,
Tal mantra positivo e supersticioso.
Amarelo como um amanhecer,
Vem chegando o amor,
Por sobre as altas montanhas,
Tomando as planícies em sombras.
Então as flores adormecidas
Despertam em beleza e cor.
Uma explosão de vida
Entre cantar de pássaros
E céu límpido, sem nuvens.
O espírito torna-se brasa,
Como teus incandescentes lábios.
É o fulgor da paixão, violência do amor,
Tinge de vermelho o coração,
Sangue pulsando firme nas veias.
O mundo é tomado de chamas.
Que esmaecem, cedo ou tarde,
As labaredas extinguem-se.
Nas planícies apenas cinzas,
No horizonte vai longe
O alaranjado do incêndio
Então anoitece na vida,
O ar cheirando a queimado,
Sensação incômoda no peito.
O amor está apagando-se,
Como vela toda consumida,
Incenso ao completo findar-se.
Todas as nuanças se esvaem,
As telas são apagadas pelo vento,
As lembranças ainda resistem,
Porém pelo tempo são corroídas,
Deixando à mostra os ossos,
Alterando todas suas formas.
Retornei à ausência de cor...
No círculo vicioso da história,
Amor apenas rimou com dor,
Tendo as cores como alegoria.
Talvez amor não confraternize
Com alegria ou sentimento bom.
O drama por fim prevaleceu...
Não, impossível aceitar!
Em trevas imerso ficar?
Jamais! Não devo acreditar.
Faço de poema nova tentativa:
Por que ainda rimar amor com dor?
Por que simples não é combinar com alegria?
Se há drama, por acaso, é atraente?
Vou rimar amor com cor!
...
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