Neste copo de vinho tinto
Perco meus sentimentos,
Anestesio minhas dores,
Esqueço tristes amores.
Não sei porque a bala
Alojada neste tambor
Ainda não foi deflagrada,
Para o aço o coração cortar.
O que andava pelas noites,
Coberto pela capa do romance.
Aos pés das Amadas ajoelhava-se,
Queria estar morto e enterrado!
Nas ondas do álcool e do fumo,
Quero desperdiçar minha vida.
Esta alma torpe que só quis amar,
Encontrou decepção em todo lugar.
Agora a madrugada me alcança,
Meu corpo é consumido vivo,
Coberto de moléstias e chagas,
Como sempre foi minha alma.
Turbilhões de sensações...
Tonto e trôpego despeço-me.
Não venham-me visitar,
Neste jardim das almas perdidas.
domingo, setembro 03, 2006
Ossos
Os anos passam rápido,
Aqui continuo como sempre,
Tal louco apaixonado
Sem ver quão perto o amor está.
Em minha vida pouco importa,
Minhas pegadas são apagadas,
Pela brisa quente do verão
Após cada nevasca de inverno.
Meus ferimentos do coração
Doem muito, mas nada significam.
Existência sem sentido algum,
Apenas caminha e caminhar.
Triste desfecho para alguém,
Do qual o mundo muito esperava.
Aqui nesta terra nada mais sou,
Apenas sombra e miséria.
Meus ossos brancos secam,
Neste deserto urbano.
Sou apenas mais um cidadão,
Perdido no mar da solidão.
Aqui continuo como sempre,
Tal louco apaixonado
Sem ver quão perto o amor está.
Em minha vida pouco importa,
Minhas pegadas são apagadas,
Pela brisa quente do verão
Após cada nevasca de inverno.
Meus ferimentos do coração
Doem muito, mas nada significam.
Existência sem sentido algum,
Apenas caminha e caminhar.
Triste desfecho para alguém,
Do qual o mundo muito esperava.
Aqui nesta terra nada mais sou,
Apenas sombra e miséria.
Meus ossos brancos secam,
Neste deserto urbano.
Sou apenas mais um cidadão,
Perdido no mar da solidão.
Topázios
Olhos de topázios faiscantes,
Cegam-me de ilusão torpe.
És uma feiticeira muito charmosa,
A teus encantos não resisto.
Atrae-me sempre, mais e mais,
Como magnetos permanentes
Puxando meu coração sofrido
Para a beira do abismo.
Minha sombras hoje estão mais densas,
Olho firme no horizonte desta praia deserta.
Esperança de tempo bom ainda carrego,
Mas sei que virá grande tempestade.
Dá-me teu colo acolhedor,
Preciso sentir-me seguro.
Só assim enfrentarei o destino,
Rumo ao medonho futuro.
Descubro-me tão frágil e fraco,
Como cerâmica malfeita.
As rachaduras na armadura
Já são mais que visíveis.
Hoje eu preciso de um abraço,
Para que a paz me encontre
Elimine essa incerteza amarga,
Que alojou-se definitiva no peito.
Acolhe-me em teus braços macios,
Dize-me que tudo ficará bem
Em delicados sussurros ao meu ouvido,
Evite assim que as trevas traguem-me.
Se hoje eu lágrimas verter,
O guerreiro também chora,
Quando sente-se mortal e ferido,
Portanto não assusta-te se ocorrer.
Apenas acompanha-me nesta viagem,
Deixa-me segurar firme tuas mãos finas.
Dá-me mais este instante de amor
Antes que eu venha a morrer...
Cegam-me de ilusão torpe.
És uma feiticeira muito charmosa,
A teus encantos não resisto.
Atrae-me sempre, mais e mais,
Como magnetos permanentes
Puxando meu coração sofrido
Para a beira do abismo.
Minha sombras hoje estão mais densas,
Olho firme no horizonte desta praia deserta.
Esperança de tempo bom ainda carrego,
Mas sei que virá grande tempestade.
Dá-me teu colo acolhedor,
Preciso sentir-me seguro.
Só assim enfrentarei o destino,
Rumo ao medonho futuro.
Descubro-me tão frágil e fraco,
Como cerâmica malfeita.
As rachaduras na armadura
Já são mais que visíveis.
Hoje eu preciso de um abraço,
Para que a paz me encontre
Elimine essa incerteza amarga,
Que alojou-se definitiva no peito.
Acolhe-me em teus braços macios,
Dize-me que tudo ficará bem
Em delicados sussurros ao meu ouvido,
Evite assim que as trevas traguem-me.
Se hoje eu lágrimas verter,
O guerreiro também chora,
Quando sente-se mortal e ferido,
Portanto não assusta-te se ocorrer.
Apenas acompanha-me nesta viagem,
Deixa-me segurar firme tuas mãos finas.
Dá-me mais este instante de amor
Antes que eu venha a morrer...
Derrotado
Olha em meus olhos tristes,
Que a querem ainda tanto,
As lágrimas de dor e amargura
Que tanto busco afogar nesta bebida...
Veja quão baixo desce um homem,
Perdido nas agruras da paixão,
Perambulando sem destino,
Entre a loucura e a lucidez.
Este ser rastejante e asqueroso,
Um dia já foi altivo e garboso.
Mas a seta envenenada do cupido,
Atirou-me sem dó ou piedade na miséria.
Observe como eu cada vez mais caio,
Rumo ao fundo inalcançável do abismo,
Dormindo ao relento e ao sabor das estrelas,
Pois nada mais me importa ou vale.
Por favor não tenha compaixão.
Exijo que se afaste agora e para sempre,
Guarde na memória permanente
A imagem deste que já foi o seu trovador.
Não derrame suas preciosas lágrimas,
Com este verme ébrio e sujo.
Guarde-as em seu coração tenro,
Para, em meu marmóreo sepulcro, vertê-las.
Que a querem ainda tanto,
As lágrimas de dor e amargura
Que tanto busco afogar nesta bebida...
Veja quão baixo desce um homem,
Perdido nas agruras da paixão,
Perambulando sem destino,
Entre a loucura e a lucidez.
Este ser rastejante e asqueroso,
Um dia já foi altivo e garboso.
Mas a seta envenenada do cupido,
Atirou-me sem dó ou piedade na miséria.
Observe como eu cada vez mais caio,
Rumo ao fundo inalcançável do abismo,
Dormindo ao relento e ao sabor das estrelas,
Pois nada mais me importa ou vale.
Por favor não tenha compaixão.
Exijo que se afaste agora e para sempre,
Guarde na memória permanente
A imagem deste que já foi o seu trovador.
Não derrame suas preciosas lágrimas,
Com este verme ébrio e sujo.
Guarde-as em seu coração tenro,
Para, em meu marmóreo sepulcro, vertê-las.
Assinar:
Postagens (Atom)

