Mundo estranho é este...
Os dias são sombrios e tristes,
Apesar de muitos ainda sorrirem,
Numa alegria convulsa e infeliz.
Nada mais importa nesta vida niilista.
Aproveite ao máximo que puder,
Cada um por si e que vença o pior,
Nesta seleção natural emmeio à civilização.
Não o tolero, nem o aceito.
Não professa de mesmo credo que eu,
Sua música é barulho para mim.
Por que tenho de dividir o meu espaço?
O que eu quero é o que é seu,
Para somar mais ao meu,
Guardar numa torre de prata
Para que sintam inveja de mim.
Este é o prazer orgiástico
Da existência pós-moderna,
Aonde Deus virou um entulho
E como tal é jogado fora todos os dias.
Caminhe junto comigo e ao meu lado,
Neste último beijo antes da hecatombe,
Rumamos rapidamente para a destruição,
Em meio ao caos urbano e social.
O tecido da sociedade já é um trapo,
Mal cobrindo o corpo das cidades,
Desnudas, miseráveis e famintas
Vendem-se em cada esquina...
As inovações tecnológicas
Que deveriam trazer o bem,
Aprofundam o abismo
Selam o destino que advém.
Nunca fomos tão ricos,
Nem houve tantos pobres.
Com fome de pão, cultura,
Da beleza e do carinho.
A humanidade fica feia
Sua obras, horrendas.
Tentamos romper a qualquer jeito
Os últimos laços com o Criador.
domingo, agosto 27, 2006
sexta-feira, agosto 04, 2006
És tu?
Será que eu te encontrei Amada?
És tu mesmo quem eu vejo,
Atravessando as brumas,
Trajada de rainha e de cabelos louros?
A solidão faz muitas vezes delirar,
Entrar em realidades alternativas,
Que não desejo nunca abandonar,
Assim vivendo em falsos sorrisos.
Mas não, desta vez eu a vejo mesmo.
Estes velhos olhos não se enganam,
Pelo menos não tão mais fácil como antes.
Quem eu vejo realmente é uma Princesa.
Vem e abraça-me, deixa-me fazer-te feliz.
Completar este pedaço que te falta,
Com este incompleto de minha alma.
Deixa-me fixar os olhos para crer!
Aproxima-te deste louco Trovador,
O romântico sofredor que tudo abandonou,
Para buscar-te, nem que fosse além da morte.
Tocar tuas delicadas mãos e sonhar...
Levar-te numa viagem de letras e amores,
Que não será efêmera ou fugaz;
Durará eternamente, pois és quem eu busco,
Há anos por essas andanças no mundo.
Venha logo, atravesse o denso nevoeiro,
Deixe-me acalentá-la em meus braços,
Cobrir-te de carinho e amor,
Enquanto sussurro versos dedicados a tu!
Deixa-me sentir teu aroma único,
Inigualável, elaborado por Deus em pessoa;
Guardar na memória estes momentos,
Para que eu nunca os perca.
Deixa-me ser teu amigo, guardião e confidente.
Em todos estes anos de espera, quase sem lucidez,
Na prisão da amargura, prendia-me nestes instantes,
Que deixam de ser sonhos para vir a serem reais.
És tu mesmo quem eu vejo,
Atravessando as brumas,
Trajada de rainha e de cabelos louros?
A solidão faz muitas vezes delirar,
Entrar em realidades alternativas,
Que não desejo nunca abandonar,
Assim vivendo em falsos sorrisos.
Mas não, desta vez eu a vejo mesmo.
Estes velhos olhos não se enganam,
Pelo menos não tão mais fácil como antes.
Quem eu vejo realmente é uma Princesa.
Vem e abraça-me, deixa-me fazer-te feliz.
Completar este pedaço que te falta,
Com este incompleto de minha alma.
Deixa-me fixar os olhos para crer!
Aproxima-te deste louco Trovador,
O romântico sofredor que tudo abandonou,
Para buscar-te, nem que fosse além da morte.
Tocar tuas delicadas mãos e sonhar...
Levar-te numa viagem de letras e amores,
Que não será efêmera ou fugaz;
Durará eternamente, pois és quem eu busco,
Há anos por essas andanças no mundo.
Venha logo, atravesse o denso nevoeiro,
Deixe-me acalentá-la em meus braços,
Cobrir-te de carinho e amor,
Enquanto sussurro versos dedicados a tu!
Deixa-me sentir teu aroma único,
Inigualável, elaborado por Deus em pessoa;
Guardar na memória estes momentos,
Para que eu nunca os perca.
Deixa-me ser teu amigo, guardião e confidente.
Em todos estes anos de espera, quase sem lucidez,
Na prisão da amargura, prendia-me nestes instantes,
Que deixam de ser sonhos para vir a serem reais.
Flores
Recebe nestas flores meu coração,
Este ser incompreendido e sofredor.
Ele deseja tanto fazer-te feliz...
Neste buquê ele vai acompanhando,
É uma criança, só precisa de atenção;
Entrego-lhe como derradeira oferta,
Deste poeta que nada mais possui.
Aceite-o, isto lhe peço.
Mesmo que ao ver-me afastar-se,
Na lixeira mais próxima o despeje,
Junto com as rosas e os versos.
Sofrendo e puído ele já está,
Talvez na escória seja seu real destino.
Mas ele tem pensamentos nobres,
Dá-lhe, por instantes, alguma ilusão!
Este ser incompreendido e sofredor.
Ele deseja tanto fazer-te feliz...
Neste buquê ele vai acompanhando,
É uma criança, só precisa de atenção;
Entrego-lhe como derradeira oferta,
Deste poeta que nada mais possui.
Aceite-o, isto lhe peço.
Mesmo que ao ver-me afastar-se,
Na lixeira mais próxima o despeje,
Junto com as rosas e os versos.
Sofrendo e puído ele já está,
Talvez na escória seja seu real destino.
Mas ele tem pensamentos nobres,
Dá-lhe, por instantes, alguma ilusão!
Esta é mais uma noite,
Todas solitárias e vagas.
Busco compreender-me,
Encontrar a Amada,
Encerrar meu ciclo de poesia louca.
Já não sei se quero
Essa vida deixar,
A dor nos acostumamos
E passamos a cultivá-la,
Como algo de estimação.
Talvez um dia eu desejasse,
Que essa busca terminasse,
Que minhas lágrimas não desperdiçasse.
Mas hoje? Após tantas agruras,
Surfo nas ondas do sofrimento;
Faço chover na cidade com meu pranto.
Ninguém as recolhe, exceto os Anjos.
Elas escorrem regularmente,
Nas noites silenciosas e frias.
Além de cacos de meu coração,
Meu rastro é feito de lágrimas.
São estrelas cintilantes no piso,
Ao serem iluminadas pelas do firmamento.
E quando as Fúrias chegam,
Vejo-me no centro da tormenta.
Minha alma carrego pelo mar tenebroso,
Arrenego-me a desistir deste caminho.
Contudo, quando as ondas baixam,
Vem a calmaria duradoura,
De beleza extática e imóvel.
Neste momento me sinto mais só,
Olhando para o horizonte,
Melancólico e soturno.
Espero o sol raiar nas ruas,
Muitas pessoas já passam.
Sou invisível a elas, ocupadas e humanas;
Não sentem nem mesmo a presença
Etérea deste poeta fantasma.
Todas solitárias e vagas.
Busco compreender-me,
Encontrar a Amada,
Encerrar meu ciclo de poesia louca.
Já não sei se quero
Essa vida deixar,
A dor nos acostumamos
E passamos a cultivá-la,
Como algo de estimação.
Talvez um dia eu desejasse,
Que essa busca terminasse,
Que minhas lágrimas não desperdiçasse.
Mas hoje? Após tantas agruras,
Surfo nas ondas do sofrimento;
Faço chover na cidade com meu pranto.
Ninguém as recolhe, exceto os Anjos.
Elas escorrem regularmente,
Nas noites silenciosas e frias.
Além de cacos de meu coração,
Meu rastro é feito de lágrimas.
São estrelas cintilantes no piso,
Ao serem iluminadas pelas do firmamento.
E quando as Fúrias chegam,
Vejo-me no centro da tormenta.
Minha alma carrego pelo mar tenebroso,
Arrenego-me a desistir deste caminho.
Contudo, quando as ondas baixam,
Vem a calmaria duradoura,
De beleza extática e imóvel.
Neste momento me sinto mais só,
Olhando para o horizonte,
Melancólico e soturno.
Espero o sol raiar nas ruas,
Muitas pessoas já passam.
Sou invisível a elas, ocupadas e humanas;
Não sentem nem mesmo a presença
Etérea deste poeta fantasma.
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