HáHáHáHá!
A loucura a cada dia possui-me mais!
Ah, amada apaixonada,
Dá-me teu corpo volátil,
Puro vapor etéreo.
Em troca leva minha alma vadia,
Que busca amores nos luares,
Felicidade em balcões iluminados.
HáHáHá!
Venha loucura, que este coração já é teu!
domingo, janeiro 29, 2006
Hoje tão forte chove,
Nas gotas teu rosto reflete.
Não são lágrimas nem pranto,
Apenas chuva mesmo.
As luzes da cidade se acendem,
Espantam as sombras que as nuvens trazem.
A humanidade se encolhe na tempestade,
Medo primitivo que aflora na pele.
Pelos vidros respingados,
Da janela de teu quarto,
Vês a criatura insana à rua,
Que enxerga através de teus olhos.
A chuva molha-me até os ossos,
Perfura ávida minha pele,
Busca meu quente sangue,
Para diluí-lo na torrente.
Recostado neste poste,
Fixo-me em tua janela,
Coberta com este vitral efêmero
Fruto deste efeito metereológico.
Ficas ainda mais linda,
Nesta soberba atitude.
Olha-me através das redondas gotas,
Sentes piedade , contudo maior é o medo.
Este coração valente,
Ribombando pelos ares,
Que encolhem até os trovões,
Assusta-te deveras.
Amar intensamente,
Como uma pavio ardente.
Até que nada mais reste,
Com as cinzas sopradas pelo vento.
Depois o vazio da fusão completa,
Como esta água que escoa nas telhas.
Venha sem sentir pânico,
Chafurdar comigo nas amorosas poças.
Vem...
Nas gotas teu rosto reflete.
Não são lágrimas nem pranto,
Apenas chuva mesmo.
As luzes da cidade se acendem,
Espantam as sombras que as nuvens trazem.
A humanidade se encolhe na tempestade,
Medo primitivo que aflora na pele.
Pelos vidros respingados,
Da janela de teu quarto,
Vês a criatura insana à rua,
Que enxerga através de teus olhos.
A chuva molha-me até os ossos,
Perfura ávida minha pele,
Busca meu quente sangue,
Para diluí-lo na torrente.
Recostado neste poste,
Fixo-me em tua janela,
Coberta com este vitral efêmero
Fruto deste efeito metereológico.
Ficas ainda mais linda,
Nesta soberba atitude.
Olha-me através das redondas gotas,
Sentes piedade , contudo maior é o medo.
Este coração valente,
Ribombando pelos ares,
Que encolhem até os trovões,
Assusta-te deveras.
Amar intensamente,
Como uma pavio ardente.
Até que nada mais reste,
Com as cinzas sopradas pelo vento.
Depois o vazio da fusão completa,
Como esta água que escoa nas telhas.
Venha sem sentir pânico,
Chafurdar comigo nas amorosas poças.
Vem...
Meus lábios não se abrem,
Nem verto mais rotas poesias;
O coração que transbordava
É uma árida paragem.
Todas as fontes secaram.
Ossos brancos e ressequidos na estepe
Nos olham e servem de testemunho
Do definhamento e morte das esperanças.
Ainda mantinha alegria,
Apesar de todas as tempestades,
Destruidoras e quase mortais,
Sempre havia um ciclo de reconstrução.
Agora não existe mais nada.
O pouco que restava da alma,
Ratos famintos e sedentos
Devoraram ávidos e sem piedade.
Hoje vê-se escombros e entulhos,
Por todo lado há pedaços de lembranças,
Que o tempo tratou de desbotar,
Encobrindo com sua névoa de esquecimento.
Ah, terra palpitante, borbulhando vida!
Foste tão maltratada e agredida,
Humilhada e por incêndios destruída;
Todas as vezes sem dolo, apenas culposo.
E mesmo quando era vítima, tornava-se ré.
Assim que me perco neste recanto,
Recolho cacos e tento descobrir
De qual parte da memória este pedaço saiu,
Em qual das desventuras foi formado.
Fúrias intensas e intermitentes
Arrasaram e ao chão tudo jogaram;
Gritos de dor e desespero diluiam-se
Perante os raios e trovões infernais.
É, hoje apenas desolação,
Lascas de amores, abismos de perdição.
Desfiladeiros agudos e desertos
Neste ermo que é meu coração.
Nem verto mais rotas poesias;
O coração que transbordava
É uma árida paragem.
Todas as fontes secaram.
Ossos brancos e ressequidos na estepe
Nos olham e servem de testemunho
Do definhamento e morte das esperanças.
Ainda mantinha alegria,
Apesar de todas as tempestades,
Destruidoras e quase mortais,
Sempre havia um ciclo de reconstrução.
Agora não existe mais nada.
O pouco que restava da alma,
Ratos famintos e sedentos
Devoraram ávidos e sem piedade.
Hoje vê-se escombros e entulhos,
Por todo lado há pedaços de lembranças,
Que o tempo tratou de desbotar,
Encobrindo com sua névoa de esquecimento.
Ah, terra palpitante, borbulhando vida!
Foste tão maltratada e agredida,
Humilhada e por incêndios destruída;
Todas as vezes sem dolo, apenas culposo.
E mesmo quando era vítima, tornava-se ré.
Assim que me perco neste recanto,
Recolho cacos e tento descobrir
De qual parte da memória este pedaço saiu,
Em qual das desventuras foi formado.
Fúrias intensas e intermitentes
Arrasaram e ao chão tudo jogaram;
Gritos de dor e desespero diluiam-se
Perante os raios e trovões infernais.
É, hoje apenas desolação,
Lascas de amores, abismos de perdição.
Desfiladeiros agudos e desertos
Neste ermo que é meu coração.
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