domingo, dezembro 10, 2006

Solidão

Lamentos silenciosos
Cercam o coração poético.
Angústia, dor pungente,
Fria como mais vil punhal.

Criatura das Sombras,
Teu ser às Trevas pertence;
Teimas sempre , não compreendes?
É tua sina sozinho viver.

Quanto mais terás a pagar?
Até tua vida entregar?
Aceitas resignado teu destino,
Se para isto viestes a nascer.

Segue a senda dos solitários,
Desistes desta idéia de alguém ter.
As Amadas que tanto buscas
São apenas sonhos, a se perder.

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