domingo, dezembro 10, 2006

Lágrimas dos Anjos

Tão bela é a chuva a cantar,
Arrastando nas águas, alegria e mágoa.
Enquanto as gotas do céu caem,
Lagrimas pungentes dos Anjos,
Atravessando o ar, numa intensa cantoria.

Os pingos no rosto combalido explodem,
Numa delicada e sutil carícia feminina,
Lavando nas águas as lágrimas,
Enquanto suavemente escorrem sonhando.

Crianças nas poças brincando,
Com os Querubins que do Céu caem,
Juntnado-se aos alegres folguedos,
Dos pequenos anjos sem asas.

O murmúrio das águas,
Canção de ninar de Deus,
Chuva que traz vida
Mesmo após a destruição.

O batuque nas latas cheias,
Percussão ás angelicais vozes,
Das gotas cantantes celestes,
Alegres e de vida efêmera.

Adultos sérios e tolos,
Não ouvem a chuva cantar
Nos pobres telhados das casas,
Enrijecem o coração à Alegria.

Tão bela é a chuva a cantar...
Tão bela é a chuva...
Tão bela...

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