Olhos de topázios faiscantes,
Cegam-me de ilusão torpe.
És uma feiticeira muito charmosa,
A teus encantos não resisto.
Atrae-me sempre, mais e mais,
Como magnetos permanentes
Puxando meu coração sofrido
Para a beira do abismo.
Minha sombras hoje estão mais densas,
Olho firme no horizonte desta praia deserta.
Esperança de tempo bom ainda carrego,
Mas sei que virá grande tempestade.
Dá-me teu colo acolhedor,
Preciso sentir-me seguro.
Só assim enfrentarei o destino,
Rumo ao medonho futuro.
Descubro-me tão frágil e fraco,
Como cerâmica malfeita.
As rachaduras na armadura
Já são mais que visíveis.
Hoje eu preciso de um abraço,
Para que a paz me encontre
Elimine essa incerteza amarga,
Que alojou-se definitiva no peito.
Acolhe-me em teus braços macios,
Dize-me que tudo ficará bem
Em delicados sussurros ao meu ouvido,
Evite assim que as trevas traguem-me.
Se hoje eu lágrimas verter,
O guerreiro também chora,
Quando sente-se mortal e ferido,
Portanto não assusta-te se ocorrer.
Apenas acompanha-me nesta viagem,
Deixa-me segurar firme tuas mãos finas.
Dá-me mais este instante de amor
Antes que eu venha a morrer...
domingo, setembro 03, 2006
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