Será que eu te encontrei Amada?
És tu mesmo quem eu vejo,
Atravessando as brumas,
Trajada de rainha e de cabelos louros?
A solidão faz muitas vezes delirar,
Entrar em realidades alternativas,
Que não desejo nunca abandonar,
Assim vivendo em falsos sorrisos.
Mas não, desta vez eu a vejo mesmo.
Estes velhos olhos não se enganam,
Pelo menos não tão mais fácil como antes.
Quem eu vejo realmente é uma Princesa.
Vem e abraça-me, deixa-me fazer-te feliz.
Completar este pedaço que te falta,
Com este incompleto de minha alma.
Deixa-me fixar os olhos para crer!
Aproxima-te deste louco Trovador,
O romântico sofredor que tudo abandonou,
Para buscar-te, nem que fosse além da morte.
Tocar tuas delicadas mãos e sonhar...
Levar-te numa viagem de letras e amores,
Que não será efêmera ou fugaz;
Durará eternamente, pois és quem eu busco,
Há anos por essas andanças no mundo.
Venha logo, atravesse o denso nevoeiro,
Deixe-me acalentá-la em meus braços,
Cobrir-te de carinho e amor,
Enquanto sussurro versos dedicados a tu!
Deixa-me sentir teu aroma único,
Inigualável, elaborado por Deus em pessoa;
Guardar na memória estes momentos,
Para que eu nunca os perca.
Deixa-me ser teu amigo, guardião e confidente.
Em todos estes anos de espera, quase sem lucidez,
Na prisão da amargura, prendia-me nestes instantes,
Que deixam de ser sonhos para vir a serem reais.
sexta-feira, agosto 04, 2006
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