Mundo estranho é este...
Os dias são sombrios e tristes,
Apesar de muitos ainda sorrirem,
Numa alegria convulsa e infeliz.
Nada mais importa nesta vida niilista.
Aproveite ao máximo que puder,
Cada um por si e que vença o pior,
Nesta seleção natural emmeio à civilização.
Não o tolero, nem o aceito.
Não professa de mesmo credo que eu,
Sua música é barulho para mim.
Por que tenho de dividir o meu espaço?
O que eu quero é o que é seu,
Para somar mais ao meu,
Guardar numa torre de prata
Para que sintam inveja de mim.
Este é o prazer orgiástico
Da existência pós-moderna,
Aonde Deus virou um entulho
E como tal é jogado fora todos os dias.
Caminhe junto comigo e ao meu lado,
Neste último beijo antes da hecatombe,
Rumamos rapidamente para a destruição,
Em meio ao caos urbano e social.
O tecido da sociedade já é um trapo,
Mal cobrindo o corpo das cidades,
Desnudas, miseráveis e famintas
Vendem-se em cada esquina...
As inovações tecnológicas
Que deveriam trazer o bem,
Aprofundam o abismo
Selam o destino que advém.
Nunca fomos tão ricos,
Nem houve tantos pobres.
Com fome de pão, cultura,
Da beleza e do carinho.
A humanidade fica feia
Sua obras, horrendas.
Tentamos romper a qualquer jeito
Os últimos laços com o Criador.
domingo, agosto 27, 2006
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