sábado, março 04, 2006

Traze-me de volta a paz.
Para que eu volte a sorrir,
Mesmo quando sou desossado
E minha pele é posta para secar.

Mergulha meu espírito na tranqüilidade,
Leva-me de volta À tenra idade.
Quando os sonhos ainda estão verdes
Com promessas de serem saborosos.

Afasta-me deste venenoso fel
Que sorvo todos os dias;
Tal qual como ontem,
Amanhã ainda beberei.

Minha alma assim embebida
Neste líquido letal
Morre um pouco a cada dia,
Renascendo a cada manhã.

Por que de Prometeu a mesma sentença?
O pavor de morrer e viver
Pela eternidade sem fim,
Por pior que eu seja, não mereço sofrer.

Despedaçado espírito
Que ainda move esta carne impura,
Por que não desiste desta cruzada,
Para finalmente me deixar apodrecer?

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