Criatura das sombras,
Habitante das brumas.
Um coração em brasa,
Numa alma cinzenta.
Envolto em mistérios,
Becos sem saída,
Em jogos mentais e psicológicos,
Envolve sem nunca se envolver.
Perdido nas trevas,
Caminha por recantos ermos,
Arrastando as correntes
Em lúgubres corredores.
Grita de dor pelas lanças
Atravessadas pelo corpo
Carcomido de tristezas,
Chagado pelos amores.
A lâmina fria e afiada,
Pela pele abrindo sulcos,
Marca definitivamente
Nos tecidos os nomes das amadas.
Uma míriade de musas,
Infinitas deusas de meu universo,
Absorvidas na densa neblina
Eternizadas no meu espírito.
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